Quarta-feira, 20 de maio de 2026
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Em discurso na Assembleia Nacional nesta quinta-feira (24/02), o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro, alertou para a “dupla moral” com a qual países da comunidade internacional vêm tratando o conflito em curso na Líbia, dizendo haver o risco de uma “guerra civil” entre os líbios. Por sua vez, o presidente Hugo Chávez, por meio de sua conta no Twitter, corroborou as palavras de Maduro, também chamando atenção para o risco de um conflito interno no país africano.

“Vamos, chanceler Nicolás (Maduro), dê outra lição a esta direita pró-EUA. Viva a Líbia e sua independência! [Muamar] Khadafi enfrenta uma guerra civil!”, afirmou o presidente, minutos depois de Maduro.

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“A Venezuela está analisando o conflito da Líbia com objetividade, já que estão se criando as condições para justificar uma invasão e tirar um dos pilares da Opep [Organização de Países Exportadores de Petróleo]”, disse Maduro. “Advogamos pela independência, paz e soberania do povo da Líbia. Não desejamos violência a nenhum país”, completou o chanceler.

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Integrantes da Opep, os dois líderes mantêm proximidade na política externa. Chávez esteve seis vezes na Líbia. Em 2009, Kadafi visitou o venezuelano e recebeu a “espada de Símon Bolívar”.


Manipulação

Para Maduro, algumas agências de notícia internacionais estariam manipulando informações sobre a Líbia, com o intuito de forçar a queda de Kadafi, assim como aconteceuu na Venezuela quando houve o fracassado golpe de Estado de 2002 contra Chávez.

O chanceler citou imagens da capital líbia, Trípoli, divulgadas pelo canal multiestatal Telesur, em que aparentemente há calma e ordem pública. O canal transmite programas mostrando os protestos e a situação em Trípoli e fala de uma “guerra informativa”.

Rumores

Pouco após a escalada das tensões na Líbia, o chanceler britânico William Hague especulou que Kadafi havia fugido para a Venezuela, fato descartado tanto pela chancelaria venezuelana como pelo próprio líder líbio, que em aparição na televisão, na terça-feira (22/02), confirmou que estava em Trípoli. 

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As declarações de Hague foram qualificadas como “irresponsáveis” pelo governo venezuelano. A imprensa estatal do país considera que elas tinham a intenção de vincular Chávez a Khadafi, que esta sendo questionado por violação de direitos humanos.

OTAN

Antes da Venezuela, o líder cubano Fidel Castro já havia advertido sobre uma suposta intenção da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) de utilizar a crise na Líbia para intervir militarmente neste país.

“Nada teria de estranho a intervenção militar na Líbia, a qual garantiria à Europa os quase dois milhões de barris diários de petróleo” afirmou Fidel, em artigo publicado nesta quinta-feira.

Fidel, que também questiona a veracidade da informação das agências de noticias, disse que “ninguém no mundo nunca estará de acordo com a morte de civis indefesos na Líbia”, escreveu. O ex-presidente cubano, no entanto, questiona se esse princípio é aplicado “aos civis indefesos que os aviões sem pilotos e os soldados (da OTAN) matam todos os dias em Afeganistão e Paquistão”.

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Venezuela critica 'dupla moral' da comunidade internacional na crise da Líbia

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