Domingo, 3 de maio de 2026
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O governo da Venezuela disse que chamou seu embaixador em Bogotá,
Gustavo Márquez, para consultas nesta sexta-feira (16/7). Nas próximas
horas, devem ser anunciadas “medidas políticas e diplomáticas” em
resposta às “agressões” feitas pela Administração do presidente
colombiano, Álvaro Uribe.

“Chamamos o embaixador Gustavo Márquez para que venha a
consultas em Caracas e se una à avaliação de uma série de medidas
políticas e diplomáticas que serão tomadas nas próximas horas para
rejeitar a agressão do governo colombiano”, disse em entrevista
coletiva o chanceler venezuelano, Nicolás Maduro.

Na véspera, o ministro da Defesa colombiano, Gabriel
Silva, divulgou alegações de que chefes das Farc (Forças Armadas
Revolucionárias da Colômbia) e do ELN (Exército de Libertação Nacional)
estariam escondidos na Venezuela.

“O que Uribe quer com isto? Por que a poucos dias de
entregar a presidência arremete com todo seu ódio, com seus falsos
escândalos midiáticos, contra a Venezuela?”, questionou Maduro.

Protesto

O
chanceler venezuelano assegurou que, em seu discurso, Silva “não
apresentou nenhum elemento que pudesse ter algo de veracidade,
precisamente em um momento no qual parecia estar havendo um processo de
aproximação com o novo governo da Colômbia”.

“Uribe decidiu minar a possibilidade de um avanço. Nós
nos reunimos com a embaixadora em Caracas e entregamos uma nota oficial
de protesto rejeitando as mentiras montadas pelo governo de Uribe”,
disse Maduro.

O chanceler assegurou que todas as vezes que Bogotá fez
denúncias sobre a presença de guerrilheiros colombianos em território
venezuelano, tanto os militares quanto a Polícia comprovaram “a
falsidade” das acusações.

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Venezuela convoca embaixador em Bogotá para debater ataques da Colômbia

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