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A nova Assembleia Nacional venezuelana será formada por políticos veteranos do chavismo e da oposição, mas também por novos rostos de ambos os lados. Dentre os estreantes, há deputados saídos da militância estudantil, de ONGs e até um famoso âncora de televisão.

A lista de deputados reeleitos é dominada pelo PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela), devido ao boicote aplicado pela oposição nas eleições parlamentares de 2005, que possibilitou a eleição de 140 deputados da base governista. A atual presidente da Assembleia, Cilia Flores e seus colegas Darío Vivas, atual vice-presidente da casa, Carlos Escarrá, Iris Varela e Aristóbulo Isturiz, chefe de campanha do PSUV nessas eleições parlamentares, são as principais figuras.

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PSUV




Blanca Eekhout, deputada eleita pelo PSUV no estado de Portuguesa



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Pela oposição, recebeu um novo mandato Ismael García, deputado pelo estado de Aragua do Podemos, dissidente do chavismo e que se juntou à coligação MUD (Mesa da Unidade Democrática) esse ano.

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Entre os novos deputados do oficialismo, há nomes conhecidos da administração chavista, como o ex-governador de Miranda, Diosdado Cabello, eleito pelo estado de Monaguas e considerado um importante aliado de Chávez. Ao lado dele estarão outros sete ex-ministros: Luis Reyes, da Saúde; Blanca Eekout, da Comunicação; Héctor Navarro, da Educação; Luis Acuña, da Educação Superior; María León, da Mulher; Érika Farías, das Comunas e Victoria Mata, dos Esportes.

Na oposição, a nova safra de deputados é encabeçada por Maria Corina Machado. Ex-diretora da ONG Sumate, suspeita de ser financiada pelos Estados Unidos, Machado é uma das estrelas do bloco oposicionista. A deputada do Primeiro Justiça conseguiu uma expressiva votação no circuito 2 do estado de Miranda, com mais de 230 mil votos. Seu companheiro de circuito e partido, Enrique Mendoza, também ultrapassou essa marca. Mendoza foi quem liderou o mecanismo opositor chamado Coordenação Democrática – coalizão de partidos políticos, ONGs e associações civis opostas a Chávez –, antes e durante o golpe de abril de 2002 contra o presidente.

Efe



Maria Corina, deputada eleita pelo Primeiro Justiça com mais de 230 mil votos

Além desses, três ex-governadores opositores formam a base da oposição: Andrés Velásquez, do partido A Causa R pelo estado de Bolivar, William Dávila, da Ação Democrática pelo estado de Mérida e Iván Colmenares, do Copei pelo estado de Portuguesa. A lista se complementa com alguns ex-parlamentares, como Julio Borges, do Primeiro Justiça e Julio Montoya, dirigente do Um Novo Tempo.

Primeira vez

Dentre as novidades no cenário político venezuelano se destacam pelo chavismo o deputado eleito pelo circuito 3 de 23 de Enero, Robert Serra, que representava o oficialismo na Universidade Católica Andrés Bello durante período de choques estudantis em 2008-2009. Na época, estudantes contrários a Chávez formaram um movimento de rechaço ao presidente, que foi desafiado pelo grupo integrado por Serra.

Stalin Gonzáles, eleito nesse domingo pelo partido de direita Um Novo Tempo, também participou das agitações estudantis, mas pela agrupação oposicionista. Nas eleições regionais de 2008, Gonzáles saiu como candidato à prefeitura do Município Libertador de Caracas, mas foi derrotado por Jorge Rodríguez, do PSUV.

No entanto, um dos deputados eleitos pela MUD, apesar de novato na Assembleia, já é bastante conhecido pelo público venezuelano. Se trata do jornalista Miguel Ángel Rodríguez, ex-âncora do canal de televisão RCTV e agora deputado pelo estado de Táchira pelo Copei.

Rodríguez apresentava o programa “A entrevista”, um sucesso de audiência nacional. Crítico de Chávez, o deputado recém-eleito foi acusado pelo então diretor do Conatel (Comissão Nacional de Telecomunicações da Venezuela), Diosdado Cabello, de incitar um golpe de estado durante uma entrevista com o presidente da associação de empresários venezuelanos Fedecamaras em Táchira, Noel Alvarez. Na conversa, Alvarez sugeriu que a solução para a Venezuela seria a “via militar”.

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Venezuela: Assembleia Nacional terá novos rostos do chavismo e da oposição

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