Vazamento detectado corresponde a poço abandonado, afirmam EUA
Vazamento detectado corresponde a poço abandonado, afirmam EUA
O vazamento detectado nos arredores do poço Macondo, no Golfo do México, local do acidente ocorrido em 20 de abril, corresponde a um poço abandonado, afirmou o governo dos Estados Unidos nesta terça-feira (20/7).
Em sua entrevista coletiva diária, o almirante Thad Allen, coordenador do combate ao vazamento, informou que autorizou a BP a fazer testes por mais 24 horas para determinar a solidez da estrutura do poço Macondo após a instalação há 10 dias de uma nova estrutura de contenção.
Segundo Allen, os cinco vazamentos de menor importância detectados na boca do poço são “mais parecidos com uma goteira” do que com um vazamento relevante. Para o almirante, esses vazamentos não indicam que a estrutura do poço tenha sofrido danos.
O maior vazamento, detectado a três quilômetros do Macondo e o que tinha despertado mais preocupação entre as equipes que trabalham no local, “está na realidade mais perto do poço abandonado do que de Macondo”, explicou Allen.
“Não é raro que haja vazamentos nos arredores de poços abandonados”, declarou.
Preocupação
Segundo os dados oficiais, há mais de 25 mil poços abandonados no leito marinho do Golfo do México. A BP, proprietária do poço e responsável pelo derramamento, revelou que pensa em um novo método para vedar o poço, com a injeção de lodo pesado na boca do poço desde a superfície marinha. Esse método, batizado de static kill, será estudado ao longo dos próximos dois dias. Depois disso, a empresa britânica tomará uma decisão.
A companhia já tinha tentado injetar uma mistura de cimento e lodo pesado para vedar o poço, sem sucesso, em maio, e este seria um procedimento similar. A diferença é que agora a BP conta com um aparelho de contenção sobre o poço que o mantém fechado por enquanto e que permitiria a injeção da mistura sob baixa pressão e em baixa velocidade, com maiores chances de sucesso.
Mais de 90 dias depois do acidente na plataforma da BP, a principal preocupação do governo dos EUA é que a estrutura subterrânea do poço esteja danificada e que o petróleo esteja penetrando em diversos pontos do solo submarino.
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