Vazamento de petróleo no Golfo do México é cinco vezes maior do que o previsto
Vazamento de petróleo no Golfo do México é cinco vezes maior do que o previsto
A Guarda Costeira dos Estados Unidos alertou que o vazamento de petróleo no poço submarino do golfo do México é cinco vezes maior do que anteriormente estimado, e ameaça provocar um grave dano ambiental. A camada de óleo ameaça refúgios da vida litorânea, praias intocadas e estuários da Louisiana, Mississippi, Alabama e Flórida.
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A empresa British Petroleum (BP), dona do poço e financeiramente responsável pela limpeza, aceitou hoje uma oferta de apoio militar dos EUA para controlar o vazamento, provocado por um dos piores acidente com plataformas marítimas em quase uma década, que deixou 11 trabalhadores desaparecidos – supostamente mortos.
Efe

Foto de satélite feita pela NASA mostra mancha de óleo (centro da imagem) nas águas do Golfo do México
A contra-almirante da Guarda Litorânea, Mary Landry, disse que a secretária de Segurança Nacional, Janet Napolitano, informou o presidente Barack Obama da situação, e que o Departamento de Defesa poderia fornecer equipamento e pessoal para conter a mancha. “A BP acaba de me informar a localização de uma ruptura adicional em um 'riser' (duto vertical) do poço submarino profundo”, explicou Landry, que comanda as atividades federais de limpeza da área.
O vazamento agora é estimado em cinco mil barris por dia – o quíntuplo da estimativa anterior. O petróleo já criou uma película brilhante e emulsificada, ligeiramente maior que o estado da Virginia Ocidental. A BP e a Guarda Costeira tentam conter a mancha antes que atinja o continente. A BP diz que se trata da maior operação desse tipo na história, envolvendo dezenas de embarcações e aeronaves.
Robôs submarinos não foram capazes de ativar uma válvula interruptora no leito marítimo, o que conteria o vazamento. Por isso, a BP e a Guarda Costeira decidiram na quarta-feira por uma “queima controlada” do óleo.
“Não vamos descansar até que tenhamos feito de tudo para controlar isso”, afirmou Andrew Gowers, diretor de mídia da BP, comparando a consistência do material ao de “chá gelado”, com a espessura de um cabelo humano.
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