Domingo, 26 de abril de 2026
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A Santa Sé refutou a denúncia legal feita na Justiça dos Estados Unidos em nome de uma vítima de pedofilia, e que cita o papa Bento XVI e os cardeais Angelo Sodano e Tarcisio Bertone, respectivamente ex e atual secretário de Estado do Vaticano.

Em um comunicado divulgado hoje (23/4), a Santa Sé afirmou que as acusações são “completamente privadas de fundamento”, retomando as palavras ditas na noite de ontem pelo representante legal da instituição nos EUA, Jeffrey Lena.

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O Pontífice e os cardeais são processados por supostamente terem acobertado crimes de abuso contra crianças no seio da Igreja Católica, em uma ação encaminhada por um homem que alega ter sido molestado quando era jovem.

Ao texto foram anexadas duas cartas enviadas a Sodano — a primeira delas em 1995 — nas quais a vítima falava sobre o caso e pedia providências. O cardeal ocupou o cargo de secretário de Estado do Vaticano por 15 anos, tendo sido substituído por Bertone em 2006.

O sacerdote pedófilo envolvido no episódio denunciado é o padre Lawrence Murphy, que morreu em 1998, após ter abusado de pelo menos 200 crianças surdas que viviam em uma escola em Milwaukee. O norte-americano que moveu a ação seria uma dessas vítimas.

“Em referência à denúncia contra a Santa Sé que advogados dos Estados Unidos, em nome de uma vítima de abuso sexual da parte de um sacerdote, depositaram junto a um tribunal federal de Milwaukee, a sala de imprensa retoma a declaração feita pelo advogado J. Lena”, apontou a nota.

“Às vítimas dos atos criminosos cometidos pelo padre Lawrence Murphy vai toda a nossa compreensão”, disse Lena na noite de ontem. “Abusando sexualmente das crianças, ele violou tanto a lei quanto a confiança que haviam depositado nele”, continuou.

“Todavia, enquanto legítimas denúncias foram apresentadas por vítimas de abusos, esta não é uma delas”, rebateu o advogado do Vaticano nos Estados Unidos. “O caso contra a Santa Sé e seus representantes é completamente privado de fundamento”, completou ele.

Ainda nesta quinta-feira, Lena havia dito que a ação “representa uma tentativa de usar trágicos eventos como plataforma para um ataque mais amplo, caracterizando novamente a Igreja Católica como uma 'empresa de negócios globais'”.

Ele também reafirmou que a Santa Sé só tomou conhecimento dos delitos de Murphy décadas depois que eles foram cometidos. Nesta época, o padre pedófilo já era “idoso, estava em precárias condições de saúde, vivia em isolamento e por mais de 20 anos não tinham sido denunciados outros abusos”.

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