Sexta-feira, 24 de abril de 2026
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O papa Bento XVI “não sabia da decisão de reinserir o sacerdote H [como é citado o religioso Peter Hullermann] na atividade pastoral paroquial” e “qualquer outra versão” é uma “mera especulação”, afirmou hoje o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi.

O porta-voz respondeu, assim, às novas acusações do jornal norte-americano The New York Times que, hoje (26), apontou novamente que o Papa, então cardeal Joseph Ratzinger e arcebispo de Munique, no sul da Alemanha, aceitou a continuidade de Peter Hullermann na atividade pastoral, mesmo após ele ter sido acusado de abusar sexualmente de menores.

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“O artigo do New York Times não contém nenhuma nova informação além da que a arquidiocese já havia comunicado sobre o conhecimento do então arcebispo [Joseph Ratzinger] sobre a situação do padre H”, apontou Lombardi.

“A arquidiocese também confirma sua posição de que o então arcebispo não sabia da decisão de resinserir o sacerdote H nas atividades pastorais” e “o então vigário-geral, Gerhard Gruber, assumiu a plena responsabilidade pela errada decisão”.

Hullermann, de 62 anos, chegou a Munique em 1980, depois de ser acusado da prática de pedofilia na diocese de Essen, no norte do país. Na época, Ratzinger ordenou que o sacerdote fosse acolhido em uma casa paroquial para fazer terapia.

Contudo, segundo a arquidiocese, Gruber se “afastou desta decisão” e o designou sem limitações à atividade pastoral. O religioso foi condenado pelos crimes em 1986.

O caso ganhou uma grande repercussão na imprensa mundial por ter sido registrado justamente na época em que Joseph Ratzinger exercia a chefia da Arquidiocese de Munique.

O episódio se soma ainda às recentes denúncias de pedofilia em escolas jesuítas alemãs nas décadas de 1970 e 1980, e aos episódios relacionados ao coro da catedral de Regensburgo, que foi dirigido pelo irmão do Pontífice, Georg Ratzinger, por trinta anos.

Além destes, a Igreja Católica também enfrenta acusações em outras nações, como Estados Unidos, Espanha, Canadá, México e Irlanda. No último fim de semana, em uma carta aos fiéis irlandeses, Bento XVI disse sentir “vergonha” e ordenou que os religiosos desse país ajudem nas investigações das autoridades civis, além de determinar que os padres pedófilos assumam suas responsabilidades.

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Vaticano reafirma que Papa não encobriu abusos e diz que NYT está apenas 'especulando'

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