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Atualizado às 22h18

Uma nova explosão ocorreu às 6h10 no horário local (18h10 de Brasília) no reator número dois da usina nuclear de Fukushima, no nordeste do Japão, após o terremoto registrado na última sexta-feira (11/03).

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Teme-se que o incidente tenha afetado parte do sistema de controle de pressão do reator e que possa ter provocado o escapamento de uma quantidade indeterminada de material radioativo, informou a agência de segurança nuclear japonesa.

A agência Kyodo informou que os níveis de radiação “superaram o limite permitido” após a explosão chegar em um momento a 8.127 microsieverts, oito vezes acima do máximo recomendado para a saúde.

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Na província de Ibaraki, ao sul de Fukushima, também se detectou um aumento da ionização do ar.

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De acordo com a Kyodo, o receptor de segurança que protege o núcleo pode ter sido danificado pela queda da pressão em seu interior por causa da combustão de hidrogênio.

A explosão ocorreu pouco depois que o governo admitiu em um comunicado que o reator continuava instável, e os empregados foram retirados da central.

Os operários da usina levaram toda a noite trabalhando para injetar água salgada em seu contêiner secundário em uma tentativa de resfriar o núcleo e impedir uma fusão que emita radiação ao exterior, mas o reator quase sempre se manteve instável.

Os trabalhadores desta central pretendiam manter intactos os recipientes primários de contenção dos reatores e evitar uma fuga da radiação.

Se o núcleo começar a fundir, provocará uma situação de emergência por vazamento de radiação.

O reator número dois de Fukushima sofreu na segunda-feira um falha em uma de suas dez válvulas que afetou o sistema de refrigeração, algo similar ao ocorrido antes da explosão dos reatores um e três da mesma usina depois do terremoto de 9 graus na escala Richter, segundo dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), na sexta-feira passada.

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Usina nuclear de Fukushima registra nova explosão e níveis de radiação superam limites recomendáveis

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