Uribe reitera acusação de que há guerrilheiros na Venezuela
Uribe reitera acusação de que há guerrilheiros na Venezuela
O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, reiterou neste domingo (25/7) as acusações de que haja chefes guerrilheiros do país vivendo na Venezuela, que resultou no rompimento das relações diplomáticas bilaterais anunciado na quinta-feira.
“Não entendo por que, existindo tanta claridade nas normas do direito internacional, estes terroristas não tenham sido capturados”, declarou ao jornal El Tiempo o presidente, que deixará o cargo no próximo dia 7.
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Há três dias, representantes de Bogotá apresentaram perante a OEA (Organização dos Estados Americanos) imagens, documentos e coordenadas que confirmariam a presença de membros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e do ELN (Exército de Libertação Nacional) na Venezuela, sob “tolerância” das autoridades locais.
As acusações de que haveria no país 1.500 guerrilheiros vivendo em 87 acampamentos levaram o presidente Hugo Chávez a romper os laços diplomáticos bilaterais, afirmando ter se sentido “obrigado” a tomar essa atitude.
Ainda na entrevista ao El Tiempo, Uribe disse que deixará o Executivo colombiano “com a tristeza de que estes terroristas sigam com a capacidade de fazer dano e a partir do estrangeiro”.
Em março de 2008, o Exército colombiano lançou um ataque contra um acampamento das Farc no Equador que resultou na morte de 26 pessoas — entre elas o então número dois do grupo armado, Raúl Reyes. A ação levou Quito a romper as relações com o país vizinho.
Quesitonado sobre se a Colômbia deve se abster de lançar atentados fora de suas fronteiras, Uribe respondeu que “a prioridade sempre tem que ser que sejam aplicadas as normas do direito internacional”, mas reiterou seu pedido de desculpas ao Equador e reafirmou que a operação foi feita em um “estado de necessidade”.
Na época do bombardeio, o ministro da Defesa de Uribe era Juan Manuel Santos, que será o próximo mandatário colombiano. Ainda durante a campanha eleitoral, ele chegou a se declarar “orgulhoso” da iniciativa.
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