Quarta-feira, 29 de abril de 2026
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O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, defendeu que os militares do país recebam “proteção jurídica” especial em crimes pelos quais são acusados, inclusive violações de direitos humanos, informou a imprensa local nesta quinta-feira (10/6).

Em entrevista a uma rádio de Bogotá, Uribe se declarou a favor de um projeto de lei que permita “proteger juridicamente os membros das forças armadas”.

“Vamos ter que pensar um projeto de lei na Colômbia, uma revisão do ordenamento jurídico, para evitar o desestímulo nas forças armadas”, justificou Uribe. “Uma coisa é fazer respeitar absolutamente os direitos humanos, e outra é destratar a força pública”.

As declarações do presidente colombiano foram motivadas pela condenação do coronel da reserva Alfonso Plazas Vega, por sua responsabilidade na invasão do Palácio da Justiça, em 1985, que terminou com o desaparecimento de 11 pessoas. Plazas Vega foi sentenciado a 30 anos de prisão. Uribe manifestou “tristeza” com a decisão da Justiça colombiana.

“Este caso do Palácio da Justiça ocorreu em 1985. Foi um crime contra a humanidade cometido por uma aliança perversa entre o tráfico de drogas e uma guerrilha. E quem está indo para a prisão é o coronel das forças armadas. Sinto dor que a esta altura da vida, nessa sentença se ordene uma investigação contra o ex-presidente Belisario Betancur”, responsável pelo governo na época, disse Uribe, citado pelo jornal El Colombiano.



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Uribe defende privilégios jurídicos para militares

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