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O ex-presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, assumiu nesta terça-feira (5/9) a responsabilidade pelas atuações de seu assessor, Bernardo Moreno, punido um dia antes com a proibição de exercer cargos públicos por 18 anos por ter participado de um esquema de escutas ilegais.

Além disso, Uribe se pôs à disposição do Congresso e da Corte Suprema de Justiça do país para que seja investigado.

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“Assumo a responsabilidade jurídica e política por essa conduta”, afirmou o ex-presidente por meio de comunicado divulgado pela rádio colombiana RCN.


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“Foi meu costume assumir responsabilidades na vida pública e na atividade privada, e nesta ocasião não pode haver exceção”, ressaltou o ex-governante.

Uribe lembrou que Moreno só averiguou, perante o DAS (Departamento Administrativo de Segurança) e a Uiaf (Unidade de Informação e Análise Financeira), sobre as denúncias de alguns veículos de imprensa sobre o “possível envolvimento de narcotraficantes com magistrados”.

“Ele nunca sugeriu atividades ilegais”, disse Uribe, acrescentando que se colocará “à disposição do Congresso da República e da Corte Suprema de Justiça”.

Além de afastar Moreno por 18 anos, a Procuradoria-Geral da Nação (Ministério Público) proibiu os ex-diretores do DAS  Jorge Noguera, María del Pilar Hurtado e Andrés Peñate de exercerem cargos públicos por 20 anos, 18 anos e 8 meses, respectivamente.

O procurador Alejandro Ordóñez afirmou que o então assessor de Uribe “extrapolou suas funções” ao realizar, em abril de 2008, uma reunião na Casa de Nariño (sede do governo) com funcionários do DAS e da Uiaf.

A reunião tinha como fim passar aos funcionários “informação reservada” sobre um amigo dos magistrados da CSJ (Corte Suprema de Justiça), cujo Tribunal manteve várias disputas com Uribe.

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Uribe assume responsabilidade por assessor e se oferece a ser investigado por casos de escutas ilegais

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