Segunda-feira, 4 de maio de 2026
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O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, admitiu neste sábado (24/7), em Bogotá, que o bombardeio militar há dois anos, de seu país contra uma base das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) em território equatoriano, não era a opção ideal.

“Não gostamos de ter feito isso [atacar rebeldes no exterior]”, disse o presidente, durante um conselho de avaliação do Governo, sobre a ação de 1º de março de 2008, que ocasionou uma ruptura de relações do Equador com a Colômbia.

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O presidente equatoriano, Rafael Correa, considerou o bombardeio uma agressão e dois dias depois rompeu relações com a Colômbia, país com o qual avança rumo à normalização dos elos bilaterais.

“Nós o fizemos (o bombardeio) por causa da necessidade de enfrentar um terrorista que assassinava nossos compatriotas, nunca para ofender o povo irmão”, afirmou Uribe.

Na operação, morreram o porta-voz internacional e “número dois” do comando das Farc, conhecido como Raúl Reyes, além de outras 25 pessoas.

Após pedir novamente desculpas ao Equador, o presidente colombiano disse que a operação permitiu cortar um circuito que permitia às Farc manter sequestrada a ex-candidata presidencial Íngrid Betancourt, capturada em fevereiro de 2002 e resgatada em julho de 2008.

“O ideal não é fazer essa operações, o ideal é a cooperação, de acordo com o direito internacional, para combater os terroristas”, reconheceu Uribe.

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Uribe admite que bombardeio contra as Farc no Equador não era o ideal

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