Segunda-feira, 4 de maio de 2026
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O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, pediu nesta terça-feira (27/7) que o país não caia na “armadilha” das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), que estaria tentando internacionalizar suas ações para simular um processo de paz com o objetivo de diminuir a pressão militar sobre a guerrilha.

“Sabemos que a cobra do terrorismo, quando sente que está asfixiada e sente uma forquilha no pescoço, pede por processos de paz para se desafogar. Assim, pega ar e volta a envenenar”, declarou Uribe em pronunciamento.

O presidente acredita que estes grupos querem ” internacionalizar o pedido de ar, querem internacionalizar o pedido de desafogo, para que continuem depois envenenando os colombianos”.

As declarações foram feitas enquanto o chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro, realiza um giro por países da região, inclusive o Brasil, expondo um plano de paz para a América do Sul, o que incluiria o conflito interno colombiano e atual crise bilateral entre os dois países.

Na última quinta-feira, o presidente Hugo Chávez rompeu as relações diplomáticas com Bogotá após seu governo acusar Caracas de abrigar guerrilheiros. Hoje, Uribe ainda disse que a Colômbia precisa “cumprir com as normas internacionais” que alegou já cumprir: “lutar contra o terrorismo e não abrigá-lo em parte nenhuma”, numa tentativa de provocar o país vizinho.

Direitos humanos

O presidente também defendeu sua gestão e afirmou que seu governo combateu por igual tanto os guerrilheiros como os paramilitares, e que não caiu numa atitude perigosa de afirmar que um deles é herói e outro é vilão. Ele recomendou às forças armadas que assumam o compromisso de não violar os direitos humanos.

A administração de Álvaro Uribe termina no dia 7 de agosto com um alto índice de aprovação, embora com muitas denúncias de violação aos direitos humanos e em meio a uma crise diplomática com a Venezuela.

O combate às Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e ao crime organizado é considerado um dos pontos positivos da gestão do governante conservador, que conseguiu desmembrar a alta cúpula da guerrilha, além de recuperar reféns de poder político, como a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt e três norte-norte-americanos, resgatados em uma operação das autoridades locais.

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Uribe acusa Farc de montarem armadilha em nome da paz

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