Quarta-feira, 13 de maio de 2026
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 A União Europeia (UE) anunciou nesta terça-feira (30/08) que atingiu uma média de 80% da meta de estocagem de gás natural, uma medida que tem como objetivo evitar uma crise de abastecimento durante o inverno nos países que compõem o bloco em meio às interrupções de fornecimento pela Rússia.

“Já atingimos uma média na União Europeia de 80% de enchimento da estocagem, então basicamente já atingimos o valor acordado para este ano”, declarou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na Cúpula de Segurança Energética do Mar Báltico em Copenhague.

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Segundo dados da Gas Infrastructure Europe (GIE), plataforma de monitoramento da UE, as reservas de gás do bloco estão em 79,94%. A previsão da UE para atingir a meta era em 1º de novembro, chegando aos 90% nos anos seguintes.

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Para von der Leyen, esta é “uma boa notícia” para reduzir a dependência da Rússia. “Precisamos nos afastar dos combustíveis fósseis russos e conseguir fontes confiáveis, principalmente para encher os nossos armazéns”, acrescentou.

Apesar de meta, von der Leyen afirma que dependência do bloco pelo gás russo 'só acabará se houver investimento maciço em energias renováveis'

Twitter/Ursula von der Leyen

Previsão da UE para atingir a meta era em 1º de novembro, chegando aos 90% nos anos seguintes

De acordo com von der Leyen, a dependência da União Europeia pelo gás russo “só acabará se houver um investimento maciço em energias renováveis”. Ela explicou ainda que propôs aumentar mais a meta da UE para as energias renováveis até 45%.

“Os preços da energia batem recorde após recorde. As consequências para as famílias e as empresas não são sustentáveis. Devemos enfrentar este problema juntos e urgentemente”, afirmou a líder da Comissão Europeia por meio das redes sociais.

Por sua vez, para o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, citado pela agência TASS, apenas “sanções relacionadas a aspectos tecnológicos” por parte do Ocidente estão dificultando o fornecimento de gás russo à Europa.

O russo enfatiza ainda que as ações europeias são “difíceis de entender e impossíveis de explicar”, obrigando os cidadãos “a pagar por elas”.

(*) Com Ansa