Unesco decreta ruínas de Cabo Verde como patrimônio da humanidade
Unesco decreta ruínas de Cabo Verde como patrimônio da humanidade
A Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura) concedeu às ruínas da cidade velha de Ribeira Grande de Santiago, em Cabo Verde, o título de patrimônio cultural da humanidade nesta quarta-feira (2/6). Por meio do atual presidente do Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco, o ministro da Cultura brasileiro Juca Ferreira, a agência da ONU reconheceu a o valor arquitetônico do conjunto e a importância histórica do lugar.
Primeiro povoamento português no arquipélago, fundado em 1460, a cidade velha foi um entreposto na plantação de cana-de-açúcar e no comércio de escravos entre a África e o Brasil durante séculos.
“Aqui foi o primeiro chão onde os portugueses tentaram sua sorte em terras tropicais. Aqui nasceu Cabo Verde, mas também o Brasil. A história de nossos países está representada de forma exemplar na arquitetura da cidade velha”, declarou o ministro na cerimônia de entrega do diploma da Unesco.
MinC/reprodução

O ministro Juca Ferreira visita as ruínas de Ribeira Grande de Santiago, em Cabo Verde
Segundo Juca Ferreira, o reconhecimento faz parte de um esforço da Unesco para atualizar os parâmetros que definem que locais são patrimônio da humanidade, “libertando-a do viés eurocêntrico que por tanto tempo marcou sua implementação”. Ferreira ressaltou a relevância cultural das ruínas não só para Cabo Verde e Portugal, mas também para o Brasil.
“A igreja de Nossa Senhora do Rosário, de simplicidade austera e formas ensimesmadas, deu origem a toda uma linhagem de construções religiosas que continuou em Olinda, Salvador, São Luís, Diamantina e outras”, comentou.
Além da entrega do diploma, o ministro está em Cabo Verde com o objetivo de articular uma agenda bilateral na área cultural com o governo cabo-verdiano.
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