Unasul exige não ingerência em assuntos internos, mas não condena bases na Colômbia
Unasul exige não ingerência em assuntos internos, mas não condena bases na Colômbia
A Cúpula Extraordinária da Unasul (União de Nações Sul-Americanas) aprovou hoje (28), em Bariloche, uma declaração que exige não ingerência em assuntos internos e pede ao Conselho de Defesa da organização para elaborar medidas de fomento da confiança e da segurança na região.
A declaração final da cúpula, discutida até o último minuto, não condena explicitamente a presença de bases norte-americanas na Colômbia, assunto que motivou a convocação desta reunião de emergência pela presidente Cristina Kirchner.
No decorrer do encontro, houve sugestões como promover um encontro com o presidente Barack Obama para debater o assunto e proibir explicitamente a presença de bases estrangeiras na região. Ao final, a declaração adotou um tom mais suave e a discussão parece seguir aberta.
O texto afirma apenas que os mecanismos de defesa a serem elaborados devem “contemplar os princípios de irrestrito
respeito à soberania, integridade e inviolabilidade territorial e não
ingerência nos assuntos internos nos Estados”.
As medidas devem incluir garantias
contra o tráfico de drogas, o tráfico ilícito de armas e o terrorismo.
Vários presidentes pediram ao
presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que revele o alcance do
pacto militar com a Colômbia. Brasil, Argentina, Equador e Peru foram as nações que pediram explicações com maior ênfase.
“Respeitamos a soberania de cada país. Mas queremos nos resguardar, seria importante que no tratado existam garantias jurídicas ou um fórum internacional para isso”, disse o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, ao expor sua posição sobre a presença militar norte-americana na região.
O presidente Lula também reclamou da forma como o equatoriano Rafael Correa, presidente temporário do organismo, conduziu o encontro, deixando para o final um discurso com fortes críticas ao colombiano Alvaro Uribe, o que provocou reação. Também lamentou o televisionamento da cúpula, alegando que isso provocou discursos voltados para os públicos internos.
Nova reunião
A declaração da Unasul instrui os ministros da Defesa e das Relações Exteriores a elaborar esta estratégia de segurança e durante uma reunião do Conselho de Defesa, que deve ser realizada em setembro.
Estes instrumentos “de garantias para todos os países” devem ser elaborados de maneira “complementar” aos mecanismos existentes, no marco da OEA (Organização dos Estados Americanos).
A reunião foi convocada pela Argentina para discutir, em caráter
extraordinário, o acordo que amplia a presença militar norte-americana
em bases na Colômbia.
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