Quarta-feira, 13 de maio de 2026
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Um homem se aproxima e dispara uma pistola na direção da cabeça da vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, quando ela chegava em sua casa, no bairro Recoleta, em Buenos Aires, na noite desta quinta-feira (01/09). Apesar de a arma ser apta para disparo, e contar cinco projéteis, a ação falhou. 

Segundo o jornal argentino Pagina 12, o que teria acontecido é que o atirador, que estava tremendo, puxou mal o ferrolho, que é a parte da arma que permite que o disparo seja efetuado, a bala não entrou na câmara e isso salvou a vida da vice-presidente. 

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De acordo com a Polícia Federal Argentina, o suspeito é Fernando Andrés Sabag Montiel, um homem de 35 anos nascido em São Paulo. Apesar de ter nacionalidade brasileira, ele não é filho de brasileiros — ao que se sabe, a mãe é argentina — e vivia desde a década de 1990 no país vizinho, para onde mudou aos seis anos de idade.

Ele já tinha passagem pela polícia em 2021 por porte de arma não convencional. Informações veiculadas pelo Pagina 12 dão conta de que recaem sobre agressor queixas de violência de gênero, três acusações de maus-tratos a animais e o registro de dois ou três endereços que parecem falsos. Além disso,  tem uma tatuagem no cotovelo que, à primeira vista, parece ser um símbolo neonazista. 

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Devido a este histórico, uma das linhas de investigação sobre o que teria motivado a atitude do agressor seria o discurso de ódio contra Cristina Kirchner, que é alvo neste momento de uma investigação cheia de irregularidades, que está sendo caracterizada como um caso de “lawfare”.

De acordo com o jornal Clarín, Montiel tem registro comercial como prestador de “serviço de transporte automotor urbano e suburbano de oferta livre”, categoria correspondente a motoristas de aplicativos.

Fernando Andrés Sabag Montiel, de 35 anos, foi preso por tentativa de homicídio da vice-presidente argentina; agressor nasceu em São Paulo, mas vive no país vizinho desde os 6 anos; os pais não são brasileiros

Reprodução

Momento que pistola é apontada contra Cristina Kirchner

Diversos vídeos divulgados por pessoas que estavam próximas à aglomeração mostram o momento exato em que o agressor aponta a arma para a cabeça de Cristina e atira. Ela chega a levantar as mãos assustada, mas a arma parece falhar. 

Na sequência, seguranças intervêm e conseguem prender o suspeito.

O gesto foi descrito pelo jornal argentino Pagina 12 como “uma pistola na cabeça da democracia”. Em resposta ao ato, nesta sexta-feira (12/09), o presidente da Argentina, Alberto Fernández, decretou feriado nacional por conta do atentado.

“Esse fato, de enorme gravidade, é o que de mais grave aconteceu desde que recuperamos nossa democracia”, disse Fernández em um discurso em rede nacional na noite passada, acrescentando que “Cristina está viva porque, por alguma razão ainda não confirmada tecnicamente, a arma, que tinha cinco balas, não disparou”.

Em seu pronunciamento, o presidente pediu que todos os argentinos “rechacem qualquer forma de violência”. “Que a comoção, o horror e o repúdio que esse fato provoca se convertam em um compromisso permanente para erradicar o ódio e a violência da vida em democracia”, afirmou Fernández.

A coalizão governista Frente de Todos (FdT) também já convocou manifestações para esta sexta-feira em Buenos Aires. Vice-presidente desde dezembro de 2019, Cristina tem 69 anos e governou o país entre 2007 e 2015.

Nas últimas semanas, o termômetro social foi pautado pelo pedido do Ministério Público de 12 anos de prisão contra a vice-presidente e a vigília que se instalou em frente à sua casa em apoio à Cristina e em repúdio ao processo de lawfare em curso.

(*) Com Ansa, Brasil de Fato e TeleSur.