Terça-feira, 5 de maio de 2026
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O Parlamento Europeu oficializou nesta quarta-feira (05/07) a suspensão da imunidade parlamentar do deputado catalão Carles Puigdemont, que é perseguido na Espanha pelos delitos de rebelião, sedição e alta traição contra a pátria.

A medida acatou decisão anunciada nesta mesma quarta pelo Tribunal Geral da União Europeia (TGUE), a qual o parlamentar afirmou que pretende recorrer.

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Puigdemont enfrenta problemas na Justiça desde 2017, após liderar a onda de manifestações ocorridas na Catalunha em setembro daquele ano, quando ele era governador da região autônoma do Nordeste da Espanha.

O movimento resultou em um referendo independentista, realizado em outubro daquele mesmo ano, e cuja vitória da opção separatista levou a uma declaração de independência unilateral por parte do governo de Puigdemont.

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No entanto, nem o presidente (naquele então, o conservador Mariano Rajoy), nem o rei da Espanha (naquele então, Juan Carlos I) reconheceram a legitimidade do referendo, razão pela qual o governador foi processado pela Justiça do país.

Parlamento Europeu acatou decisão do Tribunal Geral da entidade e suspendeu imunidade parlamentar do ex-governador da Catalunha, Carles Puigdemont, que encabeçou manifestações separatistas de 2017

Wikimedia Commons

Líder independentista catalão Carles Puigdemont vive em exílio na Bélgica desde 2019

Ainda em 2017, Puigdemont fugiu para a Bélgica, onde obteve asilo político. O governo espanhol tentou negociar com Bruxelas um acordo para extraditar o político, mas as conversas foram interrompidas em 2019, quando o líder independentista foi eleito como um dos representantes da Catalunha no Parlamento Europeu, cargo que ocupa até hoje.

O foro privilegiado do qual gozava como parlamentar era o instrumento que livrava Puigdemont das investidas espanholas para retomar os trâmites de sua extradição. Com a decisão do TGUE, o caminho fica livre para que Madri volte a colocar o tema em pauta.

A imprensa catalã, no entanto, acredita ser pouco provável que essa medida se concretize antes das eleições gerais espanholas, marcadas para o dia 23 de julho.

Vale lembrar que Puigdemont também é presidente do partido social liberal Juntos Pela Catalunha, de centro-direita, que disputará as próximas eleições gerais, embora sem um candidato presidencial, já que seu eleitoral está restrito à sua região.

O partido de Puigdemont tampouco manifestou preferência por alguma outra candidatura, visto que os principais nomes da direita a nível nacional são fortemente contrários ao movimento independentista catalão.

Com informações de La Vanguardia e TeleSur.