UE relaxa proibições e espera normalizar voos até quinta-feira
UE relaxa proibições e espera normalizar voos até quinta-feira
A Eurocontrol, agência da União Europeia que regula a aviação civil, prevê a normalização progressiva do tráfego aéreo na Europa entre terça e quinta-feira (20 e 22/4), após o acordo dos países-membros da UE que estabelece três zonas de risco, de acordo com a concentração de cinzas do vulcão islandês Eyjafjallajökull. Com a medida, espera-se que a partir das 3h (de Brasília) o número de voos no continente aumente entre 10% e 15%.
Nesta segunda-feira, um terço do total de voos previsto conseguiu decolar. Na próxima quarta-feira, o aumento esperado é similar.
“O vulcão não está mais em erupção”, disse o diretor de redes de tráfego da Eurocontrol, Bo Redeborn, apesar de anúncios de que a atividade vulcânica aumentou nesta segunda-feira. “Por isso, se tudo correr normalmente e as condições meteorológicas não piorarem até a quinta-feira, poderemos voltar totalmente à normalidade”.
A Eurocontrol divulga nesta terça-feira a zona na qual será mantida a proibição de voos até ser reduzido o nível de concentração de cinzas vulcânicas. A medição é feita mediante as imagens de satélite, que são atualizadas a cada seis horas. A entidade não divulgou quais países serão incluído na proibição, mas antecipou que será um terço da área atual. Segundo fontes do setor, muito provavelmente serão Irlanda, Reino Unido, Bélgica, Holanda, Luxemburgo e parte da Alemanha.
Além dessa, será fixada uma segunda zona onde a presença das partículas de cinzas é sensivelmente menor e onde os países poderão autorizar a retomada dos voos. Por enquanto, a decisão continuará dependendo das autoridades de cada país, mas o nível de coordenação entre membros da UE será reforçado.
“Um país poderá decidir se retoma os serviços aéreos nessa segunda zona, mas terá de consultar os demais para garantir a coordenação das medidas em nível europeu”, esclareceu Redeborn.
A terceira zona incluirá os países onde não tenham sido detectados riscos de poluição e, portanto, não existam motivos para fechar o espaço aéreo.
Críticas
A Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo) criticou duramente os governos europeus pela condução da crise e pediu mudanças no processo de tomada de decisões. Sobre o atraso na tomada de decisões, Rederborn explicou que só se pôde comprovar o grau de periculosidade das cinzas em certas zonas no domingo (18), quando 32 voos de reconhecimento decolaram e retornaram ao solo sem sofrer danos. Mas a UE não descarta adotar futuramente um modelo similar ao norte-americano no qual as companhias aéreas sejam mais envolvidas neste tipo de decisões. A proposta chegou a ser defendida por alguns países na reunião informal de ministros de Transporte do bloco, realizada hoje.
A Comissão Europeia (órgão executivo da UE) anunciou que estudará as consequências econômicas para determinar como pode apoiar o setor para enfrentar as perdas respeitando-se as normas comunitárias.
Embora tenha evitado dar números concretos, Bruxelas antecipou que as perdas registradas até agora pelo fechamento do espaço aéreo já superam as provocadas após os atentados terroristas do 11 de Setembro de 2001. Paralelamente, os deputados do Parlamento Europeu, reunidos em sessão plenária em Estrasburgo (França), decidiram hoje realizar amanhã um debate extraordinário com a Comissão Europeia e a Presidência do bloco para analisar as consequências das restrições no tráfego aéreo.
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