UE condena estupros às centenas no Congo-Kinshasa
UE condena estupros às centenas no Congo-Kinshasa
A União Europeia condenou nesta sexta-feira (27/8) os estupros maciços de mulheres no leste da República Democrática do Congo e pediu que o governo do país aumente esforços para impedir esta prática.
O estupro de pelo menos 154 civis em um ataque recente de dois grupos rebeldes a um vilarejo no leste do país mostra “uma estratégia caracterizada por um método criminoso sistemático e o uso da violência sexual como arma de guerra”, denunciam a alta representante da UE, Catherine Ashton, e o comissário de Ajuda Humanitária, Andris Piebalgs, em comunicado conjunto.
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O incidente aconteceu entre os dias 30 de julho e 4 de agosto no povoado de Banamukira, na província de Kivu Norte, a cerca de 30 quilômetros de uma pequena base da missão da UE no país.
Para Ashton e Piebalgs, o episódio “torna necessário acelerar” o envolvimento da missão da ONU no Congo ex-Zaire “para consolidar a autoridade do Estado e a segurança na região” leste do país. Eles ressaltaram a “profunda indignação e consternação” com os fatos, e pediram ao governo do país que empreenda todos os esforços para proteger a população civil e evitar a impunidade dos autores. Os dois representantes também ressaltaram sua satisfação pela investigação dos fatos anunciada pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.
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