Quarta-feira, 10 de junho de 2026
APOIE
Menu

A comissária europeia de Cooperação e Ajuda Humanitária, Kristalina Georgieva, disse nesta quinta-feira (03/03) que a Comissão Europeia concedeu uma ajuda de emergência de 30 milhões de euros, o equivalente a 42 milhões de dólares, para contribuir com as operações de resgate dos refugiados que fogem da Líbia para a Tunísia e os trabalhos de repatriação.

Além disso, a comissária relatou que os Estados-membros se comprometeram a fornecer uma ajuda de 12 milhões de euros que será aprovada em breve.


Leia mais:

Galeria de imagens: Milhares de pessoas tentam atravessar as fronteiras da Líbia

Número de mortos na Líbia chega a 6 mil, diz organização não governamental

Em entrevista, Kadafi diz que foi traído pela ONU e abandonado pelo Ocidente

Kadafi será julgado pelo Tribunal Penal Internacional

Conselho de Segurança aprova por unanimidade sanções contra regime de Kadafi

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Siga!
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize!

 

Em entrevista coletiva no campo de refugiados de Choucha situado a 8 quilômetros da fronteira entre Tunísia e Líbia, a eurocomissária assinalou que os Estados-membros comprometeram uma ajuda de 12 milhões de euros que se aprovará em breve (o equivalente a 17 milhões de dólares).

Mais lidas

“A situação atual não é uma crise humanitária, mas uma emergência humanitária”, afirmou.

Georgieva, a quem acompanhava a secretária de Estado húngara para Assuntos Europeus, Eniko Gyori, disse que já desdobrou na zona uma equipe de analistas em proteção civil e migrações, “que está trabalhando em coordenação com as autoridades tunisianas e a OIM (Organização Internacional de Migrações)”.

A eurocomissária fez referência ao problema particularmente difícil que apresenta a repatriação de alguns contingentes de refugiados como os de Bangladesh e Somália, dado que ao não ter estes países embaixada na Tunísia a situação se complica ainda mais.

Segundo Georgieva, neste momento se poderia catalogar em três grupos às pessoas que cruzam a fronteiras fugindo da Líbia, e que, tecnicamente pelo menos, não podem ser consideradas refugiados:

Em primeiro lugar estariam os que podem retornar a sua pátria, dado que seu país tem embaixada na Tunísia, caso dos cidadãos egípcios, o maior contingente dos que cruzaram a fronteira; em segundo lugar se encontram os que querem voltar a sua casa, mas ao não ter embaixada na Tunísia se encontram com novas dificuldades, caso dos cidadãos de Bangladesh.

E em terceiro lugar figuraria o grupo mais problemático, o daqueles cidadãos de países que nem têm embaixada na Tunísia, nem sua condição como estado é operacional, caso dos somalis.

“O caso dos cidadãos de Bangladesh é claro: é gente que quer voltar a casa e muitas vezes não pode”, disse a eurocomissária.

Georgieva ressaltou que 80 % dos cidadãos da União Europeia apoia a operação de ajuda iniciada.

A eurocomissária, além disso, reconheceu “o esforço realizada pelas autoridades tunisianas e a generosidade do povo tunisiano, as quais são merecedoras de uma ampla ajuda da comunidade internacional.”

Siga o Opera Mundi no Twitter

Conheça nossa página no Facebook

UE concederá ajuda de 42 milhões de dólares para refugiados da Líbia

NULL

NULL

NULL