Sábado, 25 de abril de 2026
APOIE
Menu

As primeiras notícias do tremor que abalou o Chile na madrugada do último sábado (27) foram divulgadas via rádio e Twitter. Agora, três dias após o abalo sísmico, a plataforma é usada para localizar vítimas da tragédia e propagar notícias em tempo real.

A imprensa tradicional – incluindo os sites e revistas online – demorou a noticiar o fato em razão do horário em que o terremoto aconteceu. Já os “twitteiros” estavam acordados, o que permitiu uma cobertura imediata – mesmo que muitas vezes leiga.

O microblog publica desde mensagens de condolências para as vítimas da catástrofe até a divulgação e repercussão do fato nos meios de comunicação de todo o mundo. Além disso, contas como a chamada @ayudachile auxiliam as vítimas divulgando informações de utilidade pública, como o endereço de locais de risco, novos reflexos do terremoto, nome e endereço de pessoas desaparecidas.

Às 15h de Brasília de hoje (2), a usuária @carolapravest buscava informações sobre membros de uma família que até então estão desaparecidos: “procuro a família Fuentes Aravena, que se encontrava em San Pedro de la Paz”, postou. O mesmo acontecia com @LissetteAndrea: “em Melipilla, busco Hector e Chandia Muñoz; informações, avisar”, seguido do número de telefone e e-mail.

A própria correspondente do Opera Mundi em Santiago, Fabíola Gutiérrez, utiliza seu Twitter pessoal (@fabitagutierrez) não apenas para enviar informações, mas também para pedir colaboração de internautas e divulgar informações sobre vítimas.

O Google, inclusive, criou uma ferramenta capaz de cruzar informações sobre vítimas: trata-se do Chile Person Finder, no qual é possível pedir informação sobre alguém, postar fotos para facilitar sua busca e oferecer dados sobre o paradeiro de pessoas.

Grande mídia

De acordo com um estudo realizado pela empresa de pesquisa venezuelana Tendencias Digitales, o Chile lidera o ranking de uso da internet na América Latina. Estima-se que mais de seis milhões de chilenos tenham acesso à rede. Os sites mais visitados são os de geração de conteúdo pelo usuário: Facebook e Twitter.

Dessa forma, a divulgação de notícias por meio da internet e das mídias sociais ganhou força, o que fez grandes veículos também criarem contas e sites especiais para cobrir a tragédia. A CNN, por exemplo, desenvolveu um hotsite para ajuda às vítimas, disponibilizando mapas das zonas afetadas, fotos e vídeos do terremoto.

O portal Emol.com, do jornal chileno El Mercurio, fez o mesmo e criou uma página exclusiva para o evento, em que fóruns são abertos com discussões, infográficos explicam o motivo do tremor e usuários podem enviar suas imagens e vídeos relacionados ao assunto. Outros, como o Terremotochile.com e o S.O.S Chile, seguiram o modelo e também contribuem para a publicação de notícias em tempo real.

Tecnologia e política

A forma como a tecnologia modificou o conceito de relacionamento e organização das pessoas fez até mesmo as campanhas políticas chilenas a ganharem uma versão virtual, no ano passado.

Tanto o presidente eleito, Sebastián Piñera, quanto seus adversários Marco Enríquez-Ominami e Eduardo Frei criaram contas no Twitter e Facebook para expor opiniões e, essencialmente, aumentar a popularidade.

Cada um deles, até agosto de 2009, colecionou cerca de 10 mil internautas seguidores, o que desencadeou até mesmo um debate político virtual, proposto portal Terra e pela rádio Cooperativa. Durante o evento, os candidatos respondiam às perguntas de 30 segundos em vídeo que eleitores enviaram à página na web.

Twitter vira ferramenta para encontrar desaparecidos no terremoto do Chile

NULL

NULL

NULL