Sábado, 9 de maio de 2026
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O parlamento da Turquia ratificou na quinta-feira (30/03) o pedido da Finlândia para aderir à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Era o último dos 30 países da aliança militar que ainda não havia feito isso, liberando o caminho para a formalização da adesão.

Após meses de negociações, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, havia dado sinal verde para os parlamentares turcos aprovarem a candidatura da Finlândia.

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“Nesta noite, estamos cumprindo as promessas que fizemos à Finlândia“, disse o parlamentar governista Akif Cagatay Kilic momentos antes da votação. A aprovação ocorreu por unanimidade dos votos.

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, comemorou a ratificação pela Turquia e afirmou que isso tornará a aliança militar “mais forte e segura”. Nesta sexta-feira, ele escreveu no Twitter que espera hastear a bandeira do país nórdico na sede da Otan “nos próximos dias”.

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A Finlândia tem uma fronteira de 1.300 quilômetros com a Rússia e está agora a apenas algumas formalidades de se tornar o 31º membro da Otan. As autoridades esperam que o processo seja finalizado na próxima semana.

Aprovação demorada

A Finlândia e a Suécia, temendo serem possíveis novos alvos da Rússia após a invasão da Ucrânia, abandonaram sua posição tradicional de não-alinhamento militar e solicitaram a adesão à Otan em maio de 2022.

Parlamento da Turquia aprova por unanimidade a entrada do país nórdico na aliança militar, após meses de negociações

Murat Cetinmuhurdar/Presidential Press Office via REUTERS

Presidente da Finlândia, Sauli Niinisto, reuniu-se com seu homólogo turno, Recep Tayyip Erdogan, em Ancara em 17 de março

Mas a admissão de um novo país na aliança militar requer a aprovação de todos os países membros, e o processo demorou mais que o esperado, especialmente diante de exigências feitas pela Turquia – que acusou os dois países nórdicos de serem reduto seguro para militantes curdos considerados “terroristas” por Ancara.

O pedido da Suécia ainda está paralisado devido a exigências de Erdogan, como a extradição de militantes curdos procurados por autoridades turcas.

A Hungria também havia aprovado o pedido da Finlândia para aderir à Otan na semana passada, mas a votação sobre a Suécia ainda não foi colocada na pauta parlamentar.

Um porta-voz do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, pediu na quarta-feira que a Suécia respondesse a “um grande número de preocupações” para que o Parlamento ratificasse o pedido.

Suécia segue “esperançosa”

Na semana passada, o ministro do Exterior sueco, Tobias Billstrom, disse que seu país se tornaria membro da Otan até a próxima cúpula da aliança militar em Vilnius, em julho.

Mas, diante das recentes observações de Budapeste, ele disse na quinta-feira à agência nacional de notícias sueca TT que precisaria alterar a sua manifestação. “Neste contexto, acho que 'esperançoso' é melhor”, afirmou.