Sábado, 16 de maio de 2026
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O ativista de direitos humanos e filantropo turco Osman Kavala, acusado de “tentar derrubar o governo”, foi condenado nesta segunda-feira (25/04) à prisão perpétua em julgamento em Istambul.

Kavala está detido há mais de 4 anos na prisão de segurança máxima de Silivri, próximo a Istambul. Ele é acusado de “tentar derrubar o governo” de Recep Tayyip Erdogan por seu apoio aos protestos realizados em 2013 contra o Executivo turco, além de participar da tentativa de golpe de Estado em julho de 2016.

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O anúncio foi feito pelos juízes do tribunal de Caglayan em Istambul, conforme apurado pela ANSA durante a audiência.

O filantropo, que sempre negou as acusações, só foi absolvido do crime de espionagem. Outros sete acusados de ter fornecido apoio aos atos foram condenados a 18 anos de prisão.

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Após a decisão, o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos pediu a “libertação imediata” de Kavala, enquanto a Anistia Internacional chamou a condenação de “paródia politicamente motivada” e “tentativa de silenciar vozes independentes”.

Órgãos internacionais de direitos humanos pedem 'libertação imediata' e 'tentativa de silenciar vozes independentes'

Wikimedia Commons

O filantropo, que sempre negou as acusações, só foi absolvido do crime de espionagem

“Hoje assistimos uma paródia da justiça de proporções espetaculares”, disse o diretor da ONG, Nils Muiznieks, em comunicado, no qual descreveu a sentença como “um golpe para quem acredita na justiça e no ativismo a favor dos direitos humanos na Turquia e em outros lugares”.

O diretor da Anistia Internacional reforçou ainda que continuará a exigir a libertação imediata de Kavala e dos outros 18 condenados. “A decisão do tribunal desafia qualquer lógica”, acrescentou ele, definindo o veredicto como “injusto”.

Para o alto representante da Política Externa da UE, Josep Borrell, disse que “a sentença de prisão perpétua de Osman Kavala pelo tribunal turco, juntamente com as pesadas penas de prisão para outros acusados, mostram a maior severidade” e “ignoram a decisão da Corte Europeia para os direitos humanos”.

“O respeito pelos direitos e liberdades fundamentais é hoje mais importante do que nunca”, escreveu Borrell no Twitter.