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Os turistas estrangeiros que estavam impedidos de sair do extremo sul do Chile por conta dos protestos pelo aumento no preço do gás devem deixar o país na tarde deste sábado (15/01), informou um porta-voz da Cruz Vermelha chilena ao Opera Mundi.

Eles deixaram a região de Punta Arenas com ajuda do Exército chileno e, de lá, seguirão para a capital, Santiago, e depois poderão voltar para seus países.

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Desde que o presidente chileno, Sebastian Piñera, anunciou o aumento de 16,8% no preço do gás natural no sul do país, manifestantes tomaram as ruas e caminhoneiros bloquearem as estradas para tentar reverter a decisão do governo. Aos poucos, os protestos se tornaram uma greve geral, que paralisou cidades da região de Punta Arenas, considerada a entrada para a Antártica.

Diante da paralisação, turistas do mundo todo não conseguem deixar a região, localizada a quase quatro mil quilômetros da capital, Santiago. Entre eles, 140 brasileiros, que desde a última quinta-feira (13/01) tentam voltar para o Brasil.

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Em entrevista ao Opera Mundi, a estudante brasileira Beatriz Zanut contou que já foi informada de que poderá sair em breve do país. Ela e a família já perderam o voo que estava marcado para quinta-feira, já que o aeroporto está funcionando normalmente, mas as estradas continuam fechadas. “ O governo local do Chile deu um certificado falando que estamos presos aqui, sem ter como sair pois todos que tentam, mesmo a pé, são apedrejados”, afirmou Beatriz, que havia viajado para Puerto Natales, uma das cidades da região de Punta Arenas, na Patagônia Chilena.

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As estradas que levam para o aeroporto de Punta Arenas e para a cidade argentina El Calafate, próxima da fronteira com o Chile, estão fechadas. Com medo de sair na rua, Beatriz conta que a circulação é permitida, mas pode não ser segura por conta das intensas manifestações. “Todo o comércio, agências de turismo e taxistas não estão funcionando devido ao protesto pedindo para abaixar o preço do gás”.

Durante os protestos, duas mulheres morreram atropeladas, segundo a Polícia chilena.

Os brasileiros se queixaram também da dificuldade do consulado do Brasil em Punta Arenas para oferecer ajuda. “O consulado brasileiro não oferece ajuda, ao contrário de outros países que já estão providenciando a saída de seus turistas”, criticou Beatriz.

O MRE (Ministério das Relações Exteriores) informou neste sábado (15/01) que há dificuldade para chegar ao local por conta das barricadas que dificultam a circulação, mas disse que o Consulado brasileiro em Punta Arenas está tentado auxiliar os turistas. Segundo o porta-voz do Itamaraty, é possível que os manifestantes abram em breve o caminho momentaneamente para permitir a saída dos turistas.

Naquela região está a Empresa Nacional de Petróleo, estatal onde se descobriu em 1945 o primeiro poço de petróleo do país. Os manifestantes pedem que o governo reveja o aumento alegando que irá refletir no preço do transporte, dos serviços básicos e também da alimentação.  Por conta das baixas temperaturas, o combustível é essencial para as atividades no extremo sul do Chile, e não aumentar os preços foi uma das promessas de campanha de Piñera, eleito em janeiro de 2010.

*Reportagem atualizada às 14h.

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Turistas brasileiros presos no Chile deixarão o país neste sábado

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