Turcos aprovam em referendo emendas constitucionais
Turcos aprovam em referendo emendas constitucionais
Os turcos aprovaram hoje (12/9) com 58% dos votos um pacote de emendas à Constituição proposto pelo partido governante AKP, do premiê Recep Tayyip Erdogan. Com 99,7% dos votos apurados, 58% dos eleitores votaram a favor do “sim”, contra 42% que optaram pelo “não”, informou a Comissão Eleitoral da Turquia.
Além disso, 77% dos cerca de 50 milhões de turcos com direito a voto participaram do pleito, que coincidiu com o 30º aniversário do golpe de Estado militar de 1980. Foram precisamente os militares turcos que introduziram a Constituição até hoje vigente.
A reforma, impulsionada pelo AKP, prevê ampliar os direitos cívicos, enquanto fortalece o controle civil sobre o Exército. No centro da disputa política estava a reforma do sistema judiciário, o que foi interpretado pela oposição como uma tentativa de Erdogan de acabar com a separação de poderes na Turquia. Além disso, as reformas diminuem alguns dos poderes do Exército turco.
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O AKP assegura que as medidas tornarão o país mais democrático, uma opinião compartilhada pela Comissão Europeia, que apoiou a maioria das emendas propostas.
Premiê
Após conhecer o resultado, Erdogan disse que a vitória não é só para seu partido, mas também para toda a democracia turca. “Respeitamos os que votaram no 'sim', os que disseram “não” e também os que não compareceram às urnas”, assinalou.
Erdoganm disse reconhecer que não resolverá todos os problemas do país e afirmou que “o referendo é um importante marco para futuras mudanças na direção a mais democracia”.
“A partir de amanhã vamos trabalhar a favor de uma nova Constituição e vamos lançar um plano para uma nova Constituição”, disse, antes de acrescentar que buscará para isso um consenso em todos os setores sociais.
Curdos
Mais cedo, ativistas curdos tentaram boicotar o referendo – o voto é obrigatório na Turquia. As agências de notícias turcas afirmam que cerca de 500 militantes curdos foram detidos pela polícia e ao menos 15 pessoas ficaram feridas nos confrontos.
Fontes locais disseram que as forças de segurança forçaram os ativistas que queriam boicotar a votação a registrar seu voto.
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