Tunísia anuncia formação de governo de unidade nacional
Tunísia anuncia formação de governo de unidade nacional
O primeiro-ministro tunisiano, Mohamed Ghannouchi, anunciou nesta segunda-feira (17/01) a formação de um gabinete de governo interino de unidade nacional, dias após a renúncia do presidente Zine Al-Abidine Ben Ali. Ghannouchi também anistiou todos os condenados “por suas opiniões ou atividades políticas” durante discurso sobre o governo de transição do país.
As próximas eleições estão marcadas para meados de março, anunciou o primeiro-ministro. Segundo a atual Constituição tunisiana, a nova eleição presidencial deve acontecer dentro de 60 dias.
Permanecerão quatro ministros do governo anterior: Defesa, Finanças, Relações Exteriores e Interior. Este último foi nomeado há somente uma semana pelo ex-presidente Ben Ali, informou o jornal espanhol El País.
Outra novidade é a incorporação de três históricos representantes de outros partidos da oposição: o líder do partido Ettajdid, Ahmed Brahim; o líder do Fórum Democrático pelo Trabalho e as Liberdade, Mustafá Ben Jaafar; e o líder do Partido Democrático Progressista, Nejib Chebbi. A oposição deve ficar com os Ministérios de Educação Superior, Desenvolvimento Regional e Saúde, de acordo com a BBC.
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Confronto
Uma das exigências dos manifestantes era que nenhum político do partido governista, o Assembleia Constitucional Democrática, ficasse de fora do governo de transição. Hoje, novos protestos aconteceram na capital, Túnis, mas nenhuma pessoa ficou ferida. Soldados do Exército e milícias leais a Ben Ali entraram em confronto.
Os confrontos alcançaram até o palácio presidencial de Cartago, nas imediações da capital, assim como o bairro de Gammart, onde está a maioria das embaixadas e residências diplomáticas, entre elas as da Espanha, França, Arábia Saudita e Líbano. Com o toque de recolher, as ruas de Túnis ficaram praticamente desertas e só é possível observar a presença de um forte aparato policial e militar, apoiado por helicópteros.
Os moradores de Túnis formaram longas filas em postos de combustíveis e muitos reclamaram da falta de alimentos nas lojas.
Os protestos começaram no último mês como forma de manifestação de insatisfação com o alto desemprego, o aumento no preço dos alimentos e a corrupção. Dezenas foram mortos em choques entre manifestantes e a polícia.
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