Trump ameaça impor tarifas sobre medicamentos e chips em 1º de agosto
Em abril, presidente dos EUA anunciou taxas de 200% sobre itens farmacêuticos e 50% para semicondutores
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, antecipou na noite de terça-feira (15/07) que deve impor tarifas sobre produtos farmacêuticos já em 1º de agosto, acrescentando que novas taxas sobre semicondutores também podem chegar em breve. A data citada pelo mandatário norte-americano configura o último prazo para a introdução de suas taxas contra outros países.
Segundo o magnata, os impostos sobre as importações de medicamentos podem ser oficialmente anunciados “no final do mês”. Ainda de acordo com ele, os EUA devem impor inicialmente “uma tarifa baixa e dar às empresas farmacêuticas um ano ou mais para se adaptarem, e então vamos torná-la uma tarifa muito alta”.
Ele acrescentou que tinha um cronograma semelhante para impor taxas sobre semicondutores, pois acreditava ser “menos complicado” implementar a medida sobre os chips exigidos por todos os dispositivos eletrônicos. Entretanto, não forneceu mais detalhes.
Durante uma reunião em seu gabinete, no início de julho, Trump afirmou que pretendia aumentar as tarifas sobre produtos farmacêuticos em até 200%, alegando ter dado um prazo de até um ano e meio para as empresas nacionalizarem a fabricação. O republicano também mencionou uma tarifa de 50% sobre o cobre importado, justificando se tratar de um esforço para aumentar a produção do metal nos EUA.
Em abril, o governo Trump iniciou investigações sobre as importações de medicamentos e chips para os EUA, sob a seção 232 da Lei de Expansão do Comércio de 1962, como parte de uma tentativa de impor tarifas aos setores alegando motivos de segurança nacional.
De acordo com o jornal britânico The Guardian, espera-se que a medida contra produtos farmacêuticos atinja fabricantes como Eli Lilly, Pfizer e Merck, enquanto ameaça aumentar os preços para os consumidores dos EUA. Além disso, estima-se que tarifas aos semicondutores afetem empresas como Apple e Samsung, cujos smartphones e computadores exigem chips.

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump ameaça impor tarifas sobre produtos farmacêuticos e semicondutores
Fotos Públicas/Molly Riley
Investigação sobre Brasil
O anúncio de Trump coincide com o lançamento de uma investigação da Casa Branca sobre as práticas comerciais do Brasil. O inquérito prevê analisar as políticas do governo brasileiro “relacionadas ao comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas preferenciais e injustas; interferência anticorrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal”, de acordo com uma declaração do representante comercial norte-americano, Jamieson Greer.
Sem mencionar o sistema de transações financeiras mais utilizado pela população brasileira, o PIX, também afirmou que os “os ataques do Brasil às empresas americanas de mídia social, bem como outras práticas comerciais desleais que prejudicam empresas, trabalhadores, agricultores e inovadores tecnológicos americanos”.
O movimento ocorre após a Procuradoria-Geral da República pedir a condenação do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, aliado político do magnata. Na semana passada, Trump anunciou uma tarifa de 50% sobre as importações do Brasil, justificando a medida como retaliação à suposta “caça às bruxas” do Poder Judiciário contra o acusado por tentativa de golpe de Estado.























