Sexta-feira, 19 de junho de 2026
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No sexto dia de intervenção internacional, a coalizão voltou a bombardear nesta quarta-feira (23/03) as forças do ditador Muamar Kadafi. De acordo com a TV estatal líbia, disparos aéreos foram feitos contra alvos civis e militares.

A emissora árabe Al Arabiya afirmou que foram atacadas instalações militares do bairro de Tayura, ao sul de Trípoli. Tayura é o principal bairro de protestos na capital, e onde as forças que apoiam o regime de Kadafi reprimiram com violência os esforços dos opositores ao regime para sair às ruas.

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A propriedade de Kadafi em Ajdabiya também teria sido alvo de disparos, mas os relatos não foram confirmados.

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Em Misrata, onde rebeldes enfrentam uma forte ofensiva, 90 pessoas ficaram feridas nos ataques da coalizão internacional, segundo a agência de notícias Reuters.

Já a agência de notícias France Presse noticiou que, mesmo com a intervenção internacional, as forças leais a Kadafi continuam a atacar os rebeldes. Segundo um morador da região, o principal hospital da cidade foi bombardeado.

O porta-voz do comitê rebelde local, Saadu al Misrati, disse que militares leais ao ditador estavam usando tanques e atingindo casas na Misrata. “A situação aqui é muito ruim e muito séria. Os tanques estão atirando contra o hospital e contra casas”, disse o porta-voz. A fonte afirmou que ao menos 16 pessoas morreram na ofensiva das tropas de Kadafi.

Em declarações à rede de televisão Al Jazeera, Misrati afirmou que as forças do governo deixaram a população de Misrata praticamente isolada e que, agora, a cidade sofre com falta de alimentos e energia elétrica.

OTAN

Após seis dias consecutivos de reuniões, os membros da OTAN não avançaram na definição das funções da aliança na manutenção da zona de exclusão aérea imposta sobre a Líbia, em cumprimento da resolução 1973 do Conselho de Segurança da ONU.

Os Estados Unidos, que, por enquanto, dirigem as operações, expressaram em várias ocasiões o desejo de ceder o papel à aliança. Mas, por enquanto, os aliados não conseguiram superar as reservas, sobretudo da Alemanha e da Turquia, para dar esse passo.

Enquanto o governo de Ancara deixou claro que quer o cumprimento de uma série de “condições” para que a aliança atue na Líbia e o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, assegurou que seu país não participaria “como uma força de guerra”, a Alemanha se negou a participar da missão e retirou do comando aliado duas fragatas e dois navios menores que tinha no Mediterrâneo.

“Há uma sensação de que os pontos de vista estão convergindo para um possível papel da OTAN na aplicação da zona de exclusão aérea”, disse nesta quarta-feira à agência de notícias Efe a porta-voz da organização, Carmen Romero.

Na terça-feira (22/03), os EUA acordaram com Reino Unido e França – os outros dois países que lideraram a ofensiva contra Kadafi – o papel que a aliança atlântica deveria desempenhar.

Até agora, a França se opôs a ceder o controle total da missão à aliança e argumenta que não se deve excluir das decisões os países árabes que decidiram apoiar as ações e que não pertencem à OTAN, por isso sugere dividir os planos político e militar.

Nesta quarta-feira, o Senado italiano, por 156 votos a favor, 15 contra e uma abstenção, aprovou a entrada do país na coalizão.

Libertações

As autoridades líbias anunciaram para as próximas 24 horas a libertação de quatro jornalistas da emissora Al Jazeera, presos na semana passada no oeste do país, segundo informou o próprio canal.

Tratam-se de dois repórteres, um da Tunísia e outro da Mauritânia, e dois cinegrafistas, um norueguês e outro britânico, indicou a emissora, que não divulgou seus nomes.

Na última madrugada, dois jornalistas da agência francesa France Presse e um fotógrafo da Getty Images que foram detidos pelas tropas líbias no sábado passado enquanto cobriam os confrontos perto da cidade de Ajdabiya, foram libertados em Trípoli.

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Tropas fiéis a Kadafi continuam os ataques, enquanto OTAN não define seu papel

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