Quarta-feira, 6 de maio de 2026
APOIE
Menu

Uma grande operação de troca de prisioneiros entre governo e rebeldes Huthis começou na sexta-feira (14/04), no Iêmen, de acordo com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), que supervisiona a operação. A troca sinaliza um avanço após a Arábia Saudita, que apoia o governo, negociar uma trégua com os rebeldes neste país devastado pela guerra desde 2014.

A última troca de prisioneiros entre o governo iemenita e os rebeldes aconteceu em 2020. Na época, 1.000 presos foram liberados em 48 horas.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

“O primeiro avião decolou de Saná” no âmbito de uma troca de presos que começou nesta sexta-feira, indicou Jessica Moussan, encarregada de relações com a imprensa do CICV.

A aeronave, que deixou a capital controlada pelos rebeldes Huthis, se dirige a Áden, cidade portuária a menos de 400 quilômetros ao sul, onde está instalado temporariamente o governo apoiado pela Arábia Saudita.  

Mais lidas

Esse novo processo de troca de prisioneiros deve acontecer durante três dias em diferentes regiões do Iêmen e da Arábia Saudita, precisou em um comunicado do CICV. “Com este gesto de boa vontade, centenas de famílias separadas pelo conflito serão reunidas para o Ramadã [o mês de jejum muçulmano], o que trará um pouco de esperança no meio de grande sofrimento”, declarou Fabrizio Carboni, diretor do CICV no Oriente Médio. Ele disse que espera que “estas liberações deem impulso a uma solução política mais ampla”.

No fim de março, o governo iemenita reconhecido internacionalmente e os rebeldes houthis chegaram a um acordo em Berna (Suíça) para a troca dos prisioneiros, que incluem sauditas e sudaneses.

Reaproximação diplomática entre Arábia Saudita e Irã, promovida pela China, vem gerando novos gestos na direção do fim do conflito

Flickr / Felton Davis

Menino observa destruição em Saná, capital do Iêmen, provocada pela guerra civil que o país vive desde 2014

Esperança de uma nova trégua

O reaquecimento inesperado das relações entre a Arábia Saudita e o Irã – que apoio os rebeldes – no segundo trimestre deste ano, gerou esperança de uma resolução do conflito no Iêmen.

Em viagem rara, uma delegação saudita visitou Saná esta semana. Ela deixou a capital na quinta-feira (13/04) com somente um “acordo preliminar” de trégua e a promessa de “novas negociações”, de acordo com um responsável rebelde.

Uma trégua de seis meses está no centro das discussões, abrindo a via a um período de novas negociações de três meses sobre uma transição que levará dois anos, de acordo com fontes do governo. Durante este período, uma solução final deve ser negociada entre todas as partes.

A trégua deve permitir responder às duas exigências principais dos rebeldes Huthis: o pagamento pelo governo do salário de funcionários públicos nas zonas rebeldes e a reabertura do aeroporto de Saná, controlado pela aviação saudita.

Em 2022, entre abril e outubro, as partes haviam obedecido uma trégua de seis meses. Apesar de não ter sido oficialmente reconduzida após sua expiração, a situação permaneceu relativamente calma.

Desde o início do conflito, há oito anos, seguido da intervenção armada da Arábia Saudita em 2015, o Iêmen atravessa uma das piores crises humanitárias do mundo. Milhares de pessoas morreram e milhões tiveram que migrar. A fome e as doenças dizimam a população. Mais da metade dos iemenitas dependem atualmente da ajuda internacional que, por sua vez, não para de diminuir.