Terça-feira, 12 de maio de 2026
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O Tribunal de Palermo absolveu nesta sexta-feira (20/12) o vice-premiê e ministro dos Transportes da Itália, Matteo Salvini, das acusações de sequestro de pessoas e omissão de documentos oficiais no julgamento do caso do navio da ONG espanhola Open Arms.

Salvini, líder do partido nacionalista Liga, virou réu por ter impedido o desembarque de 147 migrantes resgatados no Mediterrâneo pelo navio da ONG em agosto de 2019, quando ele era ministro do Interior e gerenciava as políticas migratórias do país. O Ministério Público havia pedido uma pena de seis anos de prisão para o político italiano.

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A decisão dos magistrados foi celebrada por diversos membros do governo italiano, entre eles a primeira-ministra de extrema direita, Giorgia Meloni, e os ministros Antonio Tajani (Relações Exteriores), Matteo Piantedosi (Interior).

“Grande satisfação pela absolvição do ministro Matteo Salvini no julgamento da Open Arms. Um julgamento que demonstra o quão infundadas e surreais foram as acusações feitas contra ele”, declarou a premiê italiana.

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Kasa Fue/Wikicommons
Open Arms afirmou que “a tristeza é pelas pessoas que foram privadas de liberdade” pelas decisões de Salvini na época

Após o veredito, a Open Arms afirmou que “a tristeza é pelas pessoas que foram privadas de liberdade” pelas decisões de Salvini na época.

“Aguardamos as motivações dos juízes para avaliar se iremos recorrer da sentença, como esperamos que o Ministério Público também o faça”, afirmou a organização por meio das redes sociais.

Já o fundador da ONG, Oscar Camps, declarou que Salvini foi “absolvido da justiça, mas não da história”. “Continuaremos protegendo vidas no mar”, afirmou.

(*) Com Ansa