Segunda-feira, 18 de maio de 2026
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Um tribunal da Guatemala iniciou nesta sexta-feira (21/01) o histórico julgamento por corrupção contra o ex-presidente Alfonso Portillo (2000-2004) e dois de seus ministros acusados de um desvio de fundos milionário.

A juíza Morelia Ríos, presidente do Tribunal de Sentença Penal, declarou no início do julgamento público contra o ex-presidente e os ex-ministros da Defesa Eduardo Arévalo e de Finanças Manuel Maza.

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Os três são acusados pela procuradoria guatemalteca e pela Cicig (Comissão Internacional contra a Impunidade na Guatemala) do desvio de 120 milhões de quetzais (equivalente a 15 milhões de dólares) do fundo nacional guatemalteco.

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O desfalque, segundo as investigações da Cicig, os teriam cometido Portillo e seus dois ex-ministros, em coordenação com outros ex-funcionários públicos, utilizando as estruturas do Estado por meio do abuso da autoridade que estavam investidos e a impunidade.

A quantia teria ido parar nas contas pessoais dos ex-funcionários, assim como a estruturas integradas em sua maioria por antigos ex-militares e dedicadas a diversas atividades ilícitas.

Para demonstrar a culpabilidade dos processados, a procuradoria e a Cicig apresentarão durante o julgamento mais de 700 provas documentários e a declaração de 36 pessoas, entre peritos especializados e testemunhas de acusação.

Esta é a primeira vez na história da Guatemala que um ex-presidente é detido e processado por supostos delitos cometidos durante seu mandato.

Portillo aguarda na prisão desde janeiro do ano passado, quando foi detido em uma zona do Caribe guatemalteco, a pedido da Justiça dos Estados Unidos, que o reivindica em extradição por delitos de lavagem de dinheiro, processo que deverá enfrentar após concluir o julgamento iniciado nesta sexta-feira.

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Tribunal inicia julgamento histórico contra ex-presidente da Guatemala

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