Treze haitianos são presos em incidentes após entrega de relatório da OEA
Treze haitianos são presos em incidentes após entrega de relatório da OEA
As autoridades do Haiti prenderam nesta sexta-feira (14/01) 13 pessoas relacionadas a incidentes registrados em várias áreas de Porto Príncipe após a entrega do relatório da OEA (Organização dos Estados Americanos) sobre as eleições de novembro, informou à agência Efe o porta-voz da Polícia, Gary Desrosiers.
A emissora Rádio Metrópole indicou que durante os incidentes, ocorridos horas depois que a OEA entregou ao governo seu relatório sobre as eleições de 28 de novembro, foi registrada uma morte, embora a Polícia não tenha confirmado o falecimento.
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Os distúrbios foram registrados em regiões como Martissant, La Lue e Nazon onde, desde o começo desta manhã, se escutaram disparos enquanto as ruas foram bloqueadas por barreiras de pneus queimados, posteriormente apagadas pelos bombeiros da Polícia.
Desrosiers disse que a intervenção da Polícia permitiu readquirir rapidamente o controle da situação após os incidentes e explicou que os detidos foram levados à Delegacia de Porto Príncipe.
“A Polícia desdobra muitos esforços para ter o controle da situação”, indicou o porta-voz.
Os agentes confiscaram durante uma operação dois veículos onde foram encontrados pneus e gasolina, supostamente para montarem as barreiras nas ruas.
Haiti viveu violentos incidentes nos dias posteriores ao 7 de dezembro, quando divulgaram o resultado oficial do primeiro turno das eleições presidenciais e legislativas realizadas no dia 28 de novembro, que deram a vitória a Mirlande Manigat, com 31,37% dos votos, seguida do candidato governista, Jude Celestin, com 22,48%.
Os distúrbios, nos quais registraram quatro mortes, ocorreram em várias cidades do país, incluindo Porto Príncipe, em protesto pela exclusão de um segundo turno do candidato e cantor Michel Martelly, que recebeu 21,84% dos votos, segundo a apuração.
Os distúrbios levaram o Governo e as autoridades eleitorais a aceitar um processo de revisão efetuado por uma comissão técnica da OEA, que entregou ao Governo haitiano suas conclusões, segundo as quais, de acordo com uma minuta, Martelly deveria disputar o segundo turno com Manigat, enquanto Celestin teria que ficar excluído dela.
Embora o relatório não foi publicado oficialmente, versões obtidas por jornais divulgam agora uma vantagem de uns 3.225 votos a Martelly sobre Celestin. Assim, Martelly teria 227.467 votos, frente aos 224.242 de Celestín.
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