Tráfego aéreo na Europa melhora, mas continua fechado em 6 países
Tráfego aéreo na Europa melhora, mas continua fechado em 6 países
O tráfego aéreo europeu recuperou boa parte de sua atividade nesta terça-feira (20/4), mas permaneceu fechado totalmente em seis países por causa da alta concentração de cinzas vulcânicas. Essas áreas configuram a “faixa vermelha”, zona na qual os voos estão proibidos por enquanto, informou a Eurocontrol, agência para a segurança da navegação aérea na União Europeia.
Os locais onde ainda não é possível voar são Reino Unido, Dinamarca, Estônia, Irlanda, Letônia, e Suécia. As zonas nas quais os voos estão parcialmente autorizados são Holanda, Bélgica, República Tcheca, Eslováquia, Áustria, Hungria, norte da Itália, norte da França, Polônia, parte da Romênia, Suíça e Ucrânia. Esses países, no entanto, devem coordenar entre si os serviços aéreos. Os demais países europeus fazem parte de uma terceira zona na qual existe poluição, mas a um nível tão baixo que não há perigos para os voos, motivo pelo qual as autoridades nacionais poderão permitir a retomada dos serviços aéreos.
O espaço aéreo europeu está dividido nessas três zonas desde as 3h (de Brasília) desta terça-feira. Segundo a Comissão Europeia (órgão executivo da UE), este é um enfoque “mais pragmático” que o fechamento total do espaço aéreo de todos os países nos quais foi detectada uma mínima presença de cinzas vulcânicas.
Na prática, a volta à normalidade tem sido lenta, mas a atividade registrada foi superior à de segunda-feira (19/4). A Eurocontrol estimava que hoje chegassem a operar na Europa até 14 mil voos (ontem foram 9.169), a metade de um dia normal.
Segundo a agência europeia, os transtornos no tráfego aéreo por causa da nuvem de cinzas gerada pelo vulcão islandês, que chegaram ao sexto dia, provocaram o cancelamento de mais de 95 mil voos até agora. As perdas econômicas são calculadas em mais de 140 milhões de euros diários, segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), que criticou duramente a gestão dessa crise.
Modelo do 11/9
A Comissão Europeia anunciou que está disposta a habilitar um esquema similar ao aprovado após os atentados do 11 de Setembro de 2001 nos Estados Unidos com o objetivo de permitir os Estados-membros da UE de concederem assistência financeira às companhias aéreas.
No entanto, a Comissão ressaltou que são os países que têm de tomar a iniciativa e apresentar suas solicitações a Bruxelas. Por enquanto, nenhum país do bloco recorreu a esse mecanismo, confirmou um porta-voz do órgão.
O comissário de Assuntos Econômicos da UE, Joaquín Almunia, disse que os Estados que prestarem assistência devem garantir que não haja discriminação e que o financiamento se destine a cobrir os prejuízos ligados ao fechamento do espaço aéreo, e não a reestruturar companhias aéreas desestruturadas antes da crise.
Restituição
Em um debate extraordinário sobre a questão, realizado em Estrasburgo (França), a Comissão e a Presidência da UE estimaram que as medidas adotadas pelos 27 países-membros permitam retomar a maioria dos voos na Europa e defenderam a forma como estão cuidando da crise.
A Comissão Europeia lembrou que, embora se trate de uma situação excepcional que vai além da responsabilidade das companhias aéreas – e, portanto, a concessão de indenizações adicionais aos passageiros não está definida -, os passageiros afetados têm direito a receber o valor total do bilhete comprado, inclusive as taxas aeroportuárias.
Os passageiros que optarem ainda assim em continuar a viagem terão também direito a receber hospedagem e alimentação a cargo das companhias aéreas.
(atualizado às 17h50)
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