Quarta-feira, 29 de abril de 2026
APOIE
Menu

O número de crianças vítimas do trabalho infantil aumentou na África Subsaariana, contrariando a tendência mundial de redução. Mais de um quarto das crianças da região são exploradas em alguma atividade lucrativa. Os dados mais recentes indicam que o percentual de crianças que trabalham na África Subsaariana, um em cada quatro – a pior taxa do mundo – aumentou, declarou a assessora para a proteção infantil do Unicef, Johanne Dunn, nesta sexta-feira (11/6).

Neste sábado se comemora o Dia Mundial contra o Trabalho Infantil. A exploração de crianças afeta a segurança e as possibilidades de educação de, pelo menos, 150 milhões de menores de idade entre cinco e 14 anos no mundo.

Dunn reconheceu que tem claro que esse número é subestimado porque as crianças órfãs, imigrantes e as que trabalham no serviço doméstico ou são vítimas de exploração sexual são uma “parte invisível” desta problemática e costumam ficar de fora das estatísticas.

Este cálculo, que um em cada quatro crianças trabalha na África Subsaariana, supera a segunda região que apresenta o pior indicador: Ásia-Pacífico, com um em cada oito crianças, enquanto na América Latina e no Caribe é de um em cada dez.

O agravamento da situação infantil, apesar das campanhas nacionais e internacionais para melhorá-la, também se reflete no fato de que “o número de crianças que combinam trabalho e escola subiu em algumas regiões até três vezes”, disse Dunn.



Siga o Opera Mundi no Twitter
.

Trabalho infantil diminui no mundo, mas aumenta na África Subsaariana

NULL

NULL

NULL