Tóquio aposta em projeto ecológico para conquistar o posto de sede das Olimpíadas
Tóquio aposta em projeto ecológico para conquistar o posto de sede das Olimpíadas
Dois meses antes de o Japão levar a Copenhague a audaciosa proposta de reduzir em 25% as suas emissões de CO2 até 2020, na reunião que definirá um novo acordo internacional em substituição ao Protocolo de Kyoto, o país tentará emplacar outra ideia ecologicamente correta na capital dinamarquesa: a de que fará das Olimpíadas de 2016 um evento 100% sustentável. Tóquio compete com Rio de Janeiro, Chicago e Madri pelo título de cidade-sede do evento, em decisão que será anunciada nesta sexta-feira (2).
Para sair vitorioso dessa disputa, o país promete tirar do papel o projeto “Carbon-Minun” (Menos Carbono), que consiste em diminuir a quase zero a geração de gases causadores do efeito estufa durante a realização dos Jogos Olímpicos. Segunda economia mundial, o Japão é o quinto maior emissor de CO2 do mundo, atrás de China, Estados Unidos, Índia e Rússia.

Projeto da Vila Olímpica
A reciclagem do lixo, o reaproveitamento de água da chuva e a adoção de transportes públicos “verdes”, menos poluentes, são outras prioridades do líder asiático. O consumo de energia elétrica nos estádios e demais instalações também deve ser 50% inferior ao que se gasta hoje em dia em construções de porte similar, segundo a proposta.
“O Japão está se esforçando para contribuir com o progresso no século 21. Reconectar os jovens com os esportes, frear a deterioração do nosso planeta e promover a inclusão social são desafios para toda a humanidade”, declarou Ichiro Kono, presidente do comitê olímpico japonês no site oficial da candidatura. “Podemos estabelecer um novo padrão para o desenvolvimento sustentável, ser uma vitrine para o mundo”, completou.
Caso seja escolhida para sediar as Olimpíadas, Tóquio irá desembolsar cerca de 2,8 bilhões de dólares para custear as atividades desportivas, o segundo orçamento mais enxuto da disputa, depois de Madri (2,67 bilhões de dólares). Entre os investimentos previstos, está a construção de 11 dos 34 complexos demandados para a realização dos Jogos.

Projeto do Estádio Olímpico de Tóquio
Com o objetivo de diminuir o impacto ambiental sobre a cidade, quase todos os locais de competição estarão dentro de um raio de oito quilômetros. A extensa malha viária e a pontualidade japonesa são mais um diferencial frente aos concorrentes, visto que Tóquio já atende cerca de 24 milhões de passageiros por dia em trens, metrôs e ônibus. Para evitar tumultos, o governo local vem se programando para receber um excedente diário de 780 mil pessoas. Atualmente, a capital nipônica é servida por 760 estações de trem e metrô, distribuídas ao longo de mais de mil quilômetros de trilhos.
Ponto fraco
A última vez que o arquipélago sediou as Olimpíadas foi em 1964 – mas, apesar do longo jejum, o país conta com apenas 55,5% do apoio da população, índice que tem preocupado o Comitê Olímpico Internacional (COI) e figura como o principal ponto fraco da candidatura asiática. Nem a promessa de se gerar 160 mil empregos com o evento parece ter animado os japoneses. O índice de rejeição chega a 23,3%, o maior percentual dentre as quatro cidades.
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