Sábado, 25 de abril de 2026
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Um tremor de 7,1 graus na escala Richter deixou pelo menos 67 mortos e dezenas de desaparecidos no noroeste da China na madrugada desta quarta-feira (14/1), informou a agência de notícias chinesa Xinhua (Nova China).
O terremoto aconteceu na província chinesa de Qinghai, pouco depois da meia-noite pelo horário de Brasília. A Agência Chinesa de Terremotos informou que o abalo aconteceu às 7h49 (hora local) com uma profundidade de cerca de 33 km, e o epicentro foi no extremo sul da província, na aldeia de Rima, município de Shanglaxiu, a 800 km de Xining, capital da província de Qinghai. O local fica junto ao limite da província do Tibete.
Segundo a Xinhua, diversas vítimas devem estar soterradas sob escombros, numa região que é montanhosa.
Mais de 85% das casas no município de Jiegu, perto do epicentro, desmoronaram, disse Zhuo Hua-xia, um oficial de propaganda da Prefeitura Autônoma Tibetana de Yushu.
“As ruas em Jiegu ficaram cheias de feridos em pânico, muitos com sangramentos na cabeça”, relatou. “Muitos estudantes estão soterrados sob os escombros, devido à queda na construção de uma escola técnica. Há ainda muitos outros que estão feridos e sendo tratados em hospitais locais”.
Segundo o jornal chinês Diário do Povo, pelo menos outros três abalos secundários foram relatados, sendo o maior de magnitude 6,3, cerca de uma hora e 36 minutos depois.
“Uma grande rachadura aparece na parede do Hotel Yushu, e parte de um edifício de escritórios do governo também desabou”, disse Zhou.
Resgate
O vice-secretário-geral do governo da prefeitura de Yushu, Huang Limin, anunciou que a administração local montou um centro de resgate em Jiegu. Duas equipes de resgate de Qinghai e do Tibete foram enviadas à região atingida pelo terremoto. As telecomunicações foram temporariamente cortadas depois do terremoto, mas já foram restauradas, acrescentou Huang. 
“Consigo ver pessoas feridas por todos os lados. O maior problema é que agora não temos barracas. Faltam equipamento médico, medicamentos e pessoal médico”, afirmou Zhou.
De acordo com o comandante da região militar de Yushu, Wu Yong, o exército chinês já trabalha em operações de resgate, inclusive armando tendas e providenciando transporte de oxigênio para tratar os feridos, mas as estradas que conduzem ao aeroporto foram danificadas, prejudicando os esforços.
“Nossos soldados retiraram dez pessoas de casas que desabaram, mas quatro deles morreram”, disse o militar. “O número de mortos pode aumentar porque muitas casas desabaram”. 

Terremoto na China mata pelo menos 67 pessoas

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