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A previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do Chile para 2010 foi reduzida por conta do terremoto que atingiu o país no dia 27 de fevereiro. Entretanto, as estimativas são de melhora no desempenho em 2011.

Analistas consultados em pesquisa do Banco Central do Chile diminuíram a previsão de crescimento para 2,9% no primeiro trimestre de 2010, e para 4,5% no ano. No mês passado, a mesma sondagem apontava previsão de expansão de 4,5% do PIB no primeiro trimestre e de 4,9% em 2010.

Os economistas também elevaram a estimativa para a inflação em 2010 para 3,5%, ante uma projeção anterior de 2,7%. Diante dos números, o presidente Sebastián Piñera, que assumiu a presidência hoje, já anunciou que revisará o orçamento de 2010, para “adequá-lo à nova realidade do Chile ” .

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De acordo com seguradoras internacionais, o Chile é o quinto país do mundo com maior predisposição a ter perdas econômicas ocasionadas por terremotos: 25% do PIB chileno é vulnerável, segundo o Informe de Avaliação Global sobre a Redução de Riscos de Desastres 2009, publicado pela Reuters.

Para 2011, os especialistas locais estabeleceram crescimento de 5,4%, a cifra mais alta projetada até agora para o período. A explicação utilizada para o cálculo é a base de comparação de 2010, menor que o esperado, além do relaxamento de políticas fiscais e monetários somadas a investimentos para a recuperação.

Reconstrução

Para o economista para América Latina do banco de investimentos Goldman Sachs, Alberto Ramos, serão necessários estímulos para o Chile tornar possível o crescimento. “Sem dúvidas, 2011 terá um maior crescimento por conta do impulso da reconstrução. Vamos ter meses como março e abril de 2010 muito baixos, assim como o segundo trimestre. Mas depois, começaremos a ver os efeitos da reconstrução”, explicou em entrevista ao jornal chileno La Tercera.

O economista Alfredo Coutiño da agência financeira Moody's, afirma que o dano causado pelo terremoto ao “aparato produtivo”, como indústrias, por exemplo, impedirá que neste ano o país chegue perto dos 5%. Ele afirmou que “a história pode ser diferente para 2011, já que o país vai se beneficiar dos efeitos positivos do programa de reconstrução, de modo que no próximo ano a economia poderá se aproximar de um crescimento entre 5% e 6%”.

Outros balanços

Hoje, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou que a economia brasileira terá crescimento ” superior a 5,7% ” neste ano, que segundo ele, seria um “desempenho razoável”.

Em 2009, o desempenho brasileiro registrou queda de 0,2%, de acordo com a divulgação do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O número foi superior a de outros países das Américas, como o dos Estados Unidos, que tiveram queda de 2,4%, México, com – 6,5%, e Venezuela, com -3,3%.

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De acordo com o ministro, o consumo das famílias puxou a recuperação brasileira após a crise econômica mundial, mas também houve retomada dos investimentos. Mantega afirmou também que se nada mais ocorresse na economia, o crescimento do PIB já seria de 2,7% em 2010, por conta do desempenho de 2009.

Entre as economias que registraram aumento do PIB em 2009 estão a China, com 8,7%, da Indonésia, com 4,5% e da Austrália, com 2,7%, segundo dados dos bancos centrais e institutos de estatística desses países. 

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Terremoto diminui previsão do PIB chileno para 2010, dizem analistas

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