Termina resgate de mineiros soterrados no Chile após menos de 24 horas
Termina resgate de mineiros soterrados no Chile após menos de 24 horas
(atualizada às 22h04)
A operação de resgate dos mineiros soterrados em uma mina de cobre no Chile terminou pouco antes das 22h desta quarta-feira (13/10), com a saída do 33º trabalhador, Luis Urzúa Iribarre, que era o chefe da equipe no dia do acidente, 5 de agosto. Com o sucesso integral do resgate, chegou ao fim a espera de mais de dois meses dos trabalhadores, suas famílias, do povo chileno e do público em diversos países do mundo.
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Urzúa, de 54 anos, foi escolhido para ser o último a ser retirado da mina por ter mais disciplina para liderar o grupo e porque, segundo a tradição profissional dos mineiros, o chefe da equipe deve ser sempre o último a sair. Ele é filho de um desaparecido político da época da ditadura militar de Augusto Pinochet (1973-1990).
Com a saída de Urzúa, restavam ser retirados os cinco técnicos brigadistas que entraram na mina na noite de ontem para ajudar na entrada.
“Agradeço a todos, a todas as pessoas que torceram por nós. Sinto orgulho de ser chileno”, disse Urzúa em sua primeira declaração ao sair da mina.
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Urzúa foi o único dos mineiros que não foi levado de maca até o posto médico, como medida de prevenção. Apesar de ter passado mais de dois meses debaixo da terra, sem saber exatamente quando poderia sair, ele conversou com os técnicos e autoridades presentes e ainda demonstrou disposição e bom humor, ao lembrar do dia de trabalho que começou em 5 de agosto e só terminou agora.
“Um turno de 70 dias corridos é bastante cansativo”, brincou.
Em seguida, o chefe da equipe abraçou o presidente do país, Sebastián Piñera, que acompanhou todo o processo de retirada, desde a noite de ontem.
“Senhor Luis Urzúa, recebo seu turno e agradeço sua coragem de sair por último, como faz sempre um bom capitão. E quero aqui, diante do senhor, agradecer aos milhares de pessoas que ajudaram nesta operação”, disse Piñera, antes de pedir a todos que cantassem o hino nacional.
Depois de entoado o hino, ouviu-se pela última vez o grito de “Chi-Chi-Chi, le-le-le”, com o qual os operários, técnicos, familiares e outras pessoas presentes no local comemoravam cada mineiro resgatado.
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