Segunda-feira, 18 de maio de 2026
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Marcado para esta segunda-feira (17/01), o anúncio de um novo governo é antecedido por violência e tensão nas ruas da capital da Tunísia. De acordo com a Agência Efe, foram escutadas rajadas de metralhadora e ao menos três disparos de artilharia pesada em várias regiões de Túnis neste domingo, com enfrentamentos violentos entre o exército e os grupos partidários do presidente foragido Zine el-Abidine Ben Ali.

Os confrontos alcançaram até o palácio presidencial de Cartago, nas imediações da capital, assim como o bairro de Gammart, onde está a maioria das embaixadas e residências diplomáticas, entre elas as da Espanha, França, Arábia Saudita e Líbano. Com o toque de recolher, as ruas de Túnis ficaram praticamente desertas e só é possível observar a presença de um forte aparato policial e militar, apoiado por helicópteros.

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O estado de emergência continua, e o exército segue patrulhando as ruas
da capital. Neste domingo, algumas lojas e restaurantes voltaram a
funcionar normalmente. Moradores de algumas regiões se armaram com bastões e tacos e formaram milícias para proteger suas casas.

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Diálogo

Ontem, o chefe do Parlamento, Foued Mebazzaa, oficializado como presidente interino no último sábado, prometeu formar um governo de unidade nacional com outros partidos políticos. Nas conversas em curso entre o primeiro-ministro e os partidos políticos legais para formar um novo governo de transição “estão incluídos todos os líderes da oposição”, prometeu o premiê Mohammed Gannouchi.

A principal exigência do líder da oposição e chefe do Partido Progressivo Democrático, Najib Chebbi, é que as eleições aconteçam dentro de seis ou sete meses sob supervisão internacional, disse à rádio francesa RTL, segundo a BBC. Segundo a atual Constituição tunisiana, a nova eleição presidencial deve acontecer dentro de 60 dias.

O chefe do partido de centro-esquerda Ettajdi, Ahmed Ben Brahim, também se reuniu com Ghannouchi – assim como Mustafa Ben Jaafar, do Partido da União pela Liberdade e pelo Trabalho, que pediu “reformas verdadeiras”.

O chefe do Partido Islâmico da Tunísia Rached Ghannouchi disse que deve retornar do exílio em algumas semanas. O partido havia sido banido no país. Ele disse à BBC em Londres que os tunisianos “se livraram de um ditador, mas que ainda falta muito para acabarem com a ditadura”.

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Tensão nas ruas persiste enquanto tunisianos esperam formação de novo governo

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