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Buscando frear uma possível investida militar israelense contra a Faixa de Gaza, o movimento islâmico Hamas anunciou neste domingo (09/01) ter iniciado diálogos com outros grupos militantes no território palestinos para convencê-los a pararem de disparar foguetes contra Israel.

Em dezembro de 2008 o lançamento de foguetes a partir de Gaza contra cidades israelenses na fronteira serviram de motivação para a operação “Chumbo Fundido” do exército de Israel, que promoveu a invasão e bombardeio do território, deixando mais de 1,4 mil palestinos mortos.

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A maioria dos ataques de Gaza é obra de grupos de orientação jihadista, mas Israel acusa o Hamas por todos eles. Neste contexto, “o Hamas está tentando evitar proporcionar a Israel uma desculpa para efetuar um novoataque à Faixa de Gaza”, afirmou o porta-voz do movimento, Ayman Taha. “Mantivemos contatos com outras facções a fim de alcançar um acordo nacional sobre o assunto”, completou.

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Nas últimas semanas, militantes palestinos intensificaram os ataques ao longo da fronteira de Gaza, respondidos por ofensivas israelenses que mataram em dezembro 13 palestinos, em sua maioria atiradores.

Líderes do Hamas pedem uma trégua recíproca para facilitar a reconstrução de moradias e da infraestrutura, destruídas nos bombardeios de dezembro de 2008 e janeiro de 2009.

Posição israelense

O clima de crescente instabilidade é corroborado por Israel. Gabi Ashkenazi, comandante do Estado-Maior, confirmou 60 mortes em mais de uma centena de embates com militantes em 2010. Em uma reunião do Comitê de Defesa e Relações Internacionais na Knesset, na terça-feira, Ashkenazi classificou a situação como “frágil, volátil e explosiva”.

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“Espero que não haja a necessidade de outra operação como a 'Chumbo Fundido'”, disse em dezembro de 2010 à rádio pública o vice-primeiro-ministro Silvan Shalom. “Mas, se esta situação continuar – se os mísseis continuarem sendo contrabandeados para Gaza sem obstáculos, se eles continuarem atirando contra Israel, tentando atingir civis inocentes – então obviamente teremos que responder, e responderemos com toda a nossa força”, afirmou Shalom.

A declaração de Shalom foi rebatida em seguida por um porta-voz do Hamas. “Há uma trégua em vigor. Será real se Israel parar com suas agressões e acabar com o cerco. Mas se houver qualquer agressão israelense na Faixa de Gaza, nós reagiremos com força”, declarou Abui Obeideh.

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Temendo ofensiva, Hamas pede a grupos militantes de Gaza que interrompam ataques a Israel

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