Quarta-feira, 6 de maio de 2026
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O nova-iorquino Michael Enright, estudante de cinema de 21 anos, está sendo processado por tentativa de assassinato com agravante de crime de ódio após ter apunhalado na terça-feira (24/8) um taxista muçulmano.

Segundo o depoimento do taxista Ahmed H. Sharif, nascido em Bangladesh, ele percebeu que o jovem estava bêbado assim que entrou no carro. Pouco depois, Enright perguntou ao motorista qual era sua crença religiosa. Quando Sharif respondeu, Enright gritou “Assalamu alaikum”, tirou do bolso uma faca e cortou rosto, pescoço, mãos e ombros de Sharif. Assalamu alaikum é uma expressão árabe que significa “Que a paz esteja sobre vós”.

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Após a agressão o taxista conseguiu sair do carro, trancar as portas traseiras e chamar a polícia, que prendeu o agressor. Um policial entrevistado pelo jornal The New York Times contou que o jovem estava “bastante embriagado”.

Enright depõe hoje (26/8) pela primeira vez e, ao final do julgamento, pode ser condenado a até 25 anos de prisão.

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Sharif, 43 anos, trabalha como taxista em Nova York desde 1995, quando chegou de Bangladesh. Ele disse estar “muito triste” com a situação. “Vivo aqui há 25 anos, tenho um táxi há 15 anos. Meus quatro filhos nasceram em Nova York e nunca havia tido esse sentimento de medo”, afirmou em entrevista à rede CNN.

Sem sinais

Familiares, amigos e conhecidos de Enright disseram estar surpresos com a notícia, já que o jovem não possui histórico de comportamento agressivo, nem de discriminação por razões étnicas ou religiosas. O rapaz trabalhou como voluntário da Intersections International, uma organização multicultural dedicada a favorecer o entendimento e a paz entre culturas e uma das defensoras da construção da mesquita em Manhattan, perto do local onde aconteceram os ataques às torres gêmeas em 11 de setembro de 2001.

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Recentemente, o estudante esteve no Afeganistão para fazer um documentário sobre uma unidade da Marinha em que um amigo servia, segundo o jornal The New York Post. Enright afirmou que o trabalho “não tinha motivações políticas, mas apenas o intuito de filmar exercícios militares”.


Taxista muçulmano é atacado por cliente em Nova York

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