Segunda-feira, 27 de abril de 2026
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Atualizada às 12h38

Em um dia de extrema violência na Tailândia, que culminou com o rompimento da barricada que isolava o acampamento dos manifestantes contrários ao governo, no centro de Bangcoc, os líderes do movimento dos “camisas-vermelhas” se entregaram às autoridades para evitar mais mortes. Quatro pessoas morreram e mais de 50 ficaram feridas na operação. Logo depois, o primeiro-ministro tailandês, Abhisit Vejjajiva, decretou toque de recolher na capital das 20h desta quarta até às 6h de quinta-feira. 

Posteriormente, o toque de recolher foi estendido para outras 23 províncias do norte e nordeste do país.

Efe

Um dos líderes dos camisas-vermelhas, Jatuporn Prompan, chegou a anunciar o fim do protesto. “Peço desculpas a todos, mas não quero ver mais perdas. Eu estou arrasado e nós vamos nos entregar”, afirmou, segundo a agência de notícias espanhola Efe.

Os camisas-vermelhas, em sua maioria formado por tailandeses de origem pobre, iniciaram o movimento em meados de março para exigir a renúncia de Vejjajiva e a convocação de eleições legislativas antecipadas. Eles consideram o governo ilegítimo e apoiam o ex-premiê Thaksin Shinawatra, que deixou o país após um golpe de Estado em 2006. Pelo menos 70 pessoas morreram e 1,6 mil ficaram feridas desde o início das manifestações.

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Durante a ação policial no acampamento hoje, membros do movimento dos “camisas vermelhas” incendiaram o edifício da Bolsa de Valores de Bangcoc e atacaram o edifício do Canal 3 da televisão estatal, segundo a Efe. Os jornais The Nation e Bangcoc Post, os dois de maior circulação em língua inglesa, evacuaram suas sedes, perante o risco de se tornarem alvo de ataques por parte dos manifestantes opositores.

Em algumas partes da capital ocorreram cortes de energia elétrica. Outros manifestantes atacaram as prefeituras de duas cidades no nordeste do país, região onde os camisas-vermelhas têm maior força.

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Tailândia: líderes dos “camisas-vermelhas” se rendem e governo impõe toque de recolher

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