Terça-feira, 12 de maio de 2026
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A Tailândia extraditou nesta terça-feira (16/11) o traficante de armas russo Viktor Bout, conhecido como “mercador da morte”, para os Estados Unidos. Três dias antes do fim do prazo de apelações, o primeiro-ministro tailandês, Abhisit Vejjajiva, anunciou que o governo autorizara a extradição.

Uma hora depois, Bout foi levado da prisão para um aeroporto em desuso, escoltado por agentes norte-americanos, onde continuou sendo vigiado por franco-atiradores. Lá, foi algemado e embarcado em um avião fretado.

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Após um ano e meio de litígio judicial que abalou as relações entre Washington e Moscou, a rapidez na deportação surpreendeu o advogado tailandês de Bout, Lak Nitivat. Ele alegou que o país não notificou a extradição à embaixada da Rússia nem a seu cliente, não dando chance de Bout se despedir da mulher.

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“O que aconteceu hoje é totalmente escandaloso”, afirmou o advogado à agência de notícias russa Interfaks. “É uma decisão juridicamente ilegal, já que a segunda solicitação dos EUA de extraditar Bout não foi a julgamento na Tailândia”.

Efe



Polícia tailandesa e tropas dos EUA escoltaram Viktor Bout até aeroporto: extradição foi contestada

A missão diplomática norte-americana em Bangcoc se limitou a declarar que acata “as decisões judiciais do sistema judicial tailandês”.

Prisão perpétua

Nos EUA, Bout deve ser julgado pela venda de armamento para as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). O Departamento de Justiça dos EUA acusa o “mercador da morte” de ter vendido mísseis terra-ar, fuzis AK-47, explosivos C-4 e minas antipessoais avaliadas em milhões de dólares para as FARC. Segundo o FBI (polícia federal norte-americana), ele também teria tentado adquirir uma bateria antiaérea e participado de uma conspiração para assassinar norte-americanos.

Fontes independentes afirmam que o “mercador da morte” também trabalhou para os EUA quando seus antigos aviões Antonov e Ilyushin foram contratados para servir às tropas dos EUA depois da invasão do Iraque.

Se for condenado, Bout pode ser sentenciado a prisão perpétua. Mas o russo sempre negou as acusações. Ele também denuncia que Washington não tem provas contra ele.

Vida no cinema

Moscou alega que os EUA não podem julgar as atividades de um estrangeiro fora de seu território, enquanto Washington suspeita que o Kremlin teme que Bout revele suas relações com a espionagem russa.

Bout, hoje com 43 anos, começou a trabalhar como piloto e tradutor. Os serviços de inteligência ocidentais acreditam que ele começou sua carreira na KGB, onde fez os contatos que o permitiram enriquecer com os arsenais militares da União Soviética quando esta se desintegrou em 1991. Depois, teria liderado uma das maiores redes privadas de contrabando de armas do mundo, que vendia desde fuzis e bazucas a carros de combate e helicópteros.

Em março de 2008, quando o russo foi preso em um hotel de luxo de Bangcoc por agentes norte-americanos que se passaram por compradores de armas. Sua vida inspirou o filme “O Senhor das Armas”, no qual o personagem é interpretado pelo ator Nicholas Cage.

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Tailândia extradita "mercador da morte" russo para os EUA

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