Terça-feira, 5 de maio de 2026
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A editora Axel Springer anunciou a intenção de cortar 200 vagas de trabalho no tabloide Bild, o mais vendido da Alemanha, e fechar cerca de um terço de seus escritórios regionais em todo o país, como parte de uma transição para a produção digital. Algumas funções poderão se tornar obsoletas com a adoção de inteligência artificial (IA).

“As atuais mudanças estruturais estão resultando em cortes de postos. Estamos nos distanciando de produtos, projetos e maneiras de fazer coisas que nunca mais serão lucrativas”, diz um e-mail enviado pela diretoria aos funcionários na tarde de segunda-feira (19/06).

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Além disso, toda a equipe executiva será reestruturada para a “transformação digital e impressa”, prossegue o comunicado. As mudanças se efetuarão até 1º de janeiro de 2024.

Segundo a agência de notícias EPD, haverá cerca de 200 cortes nos setores de redação, publicação e marketing, assim como a redução do número de suas edições regionais de 18 para 12.

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Cerca de 200 postos de trabalho serão cortados no jornal Bild, na transição para o jornalismo exclusivamente digital; inteligência artificial deverá substituir profissionais em determinadas funções

Monika Skolimowska/dpa/picture alliance

Presidente da editora Axel Springer já acenara com cortes em fevereiro

Avanço da inteligência artificial

Como a diagramação da edição imprensa passa a ser padronizada, a maior parte dos postos dos departamentos de produção será em breve eliminada e gradativamente substituída por IA. Grande parte dos cortes afeta também as funções de chefe de redação, editor-chefe, revisor, secretário e redator fotográfico.

Os cortes totalizam cerca de 100 milhões de euros. A intenção do conglomerado Axel Springer seria agilizar workflows e hierarquias e enxugar os níveis de chefia. No fim de fevereiro, seu presidente, Mathias Döpfner, já anunciara uma redução dos quadros tanto do Bild quando do diário Die Welt, sob o lema “Digital only“.

Na ocasião, ele adiantou que em breve a IA seria melhor do que jornalistas humanos na “agregação de informação”, e que só sobreviveriam as editoras que criassem “o melhor conteúdo original”, como jornalismo investigativo e comentários originais.