Supremo sueco ratifica ordem de prisão contra fundador do Wikileaks
Supremo sueco ratifica ordem de prisão contra fundador do Wikileaks
A Corte Suprema da Suécia rejeitou nesta quinta-feira (02/12) recurso da defesa de Julian Assange, fundador da portal WikiLeaks, e manteve a ordem de prisão contra ele.
Ao negar o recurso, o Supremo ratifica a ordem de detenção emitida pela Interpol. Assange é suspeito de ter cometido delitos sexuais na Suécia em agosto, quando participou de conferências sobre sua atividade no Wikileaks.
Para que o Supremo admitisse uma apelação seria necessário um procedimento para revisar uma sentença de um tribunal inferior, e este só pode ser concedido se o caso é de grande importância para aplicação da lei ou se houver outras razões particulares. Após analisar o caso de Assange, a Corte Suprema considerou que não há motivos para conceder esse ato, segundo sua sentença.
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Trata-se de uma “notificação vermelha”, o nível mais alto da Interpol, que se divulga para deter ou fazê-lo provisoriamente pessoas procuradas e com fins de extradição, neste caso, a pedido da Justiça da Suécia.
O Tribunal de Apelação de Svea, em Estocolmo, havia ordenado em 24 de novembro manter a ordem de prisão de um juizado de primeira instância.
A suspeita de violação se mantém, mas foi rebaixada à categoria de “delito menor”, e em uma das três denúncias por assédio sexual se considera que o grau de suspeita “não é suficientemente forte”.
Complô
Os problemas com a justiça sueca começaram em 20 de agosto, quando a Justiça emitiu a primeira ordem de captura por suspeita de violação, uma decisão revogada 24 horas depois, o que acabou reduzindo o caso a um delito menor de assédio.
Assange, australiano de 39 anos, admitiu ter mantido relações sexuais com várias mulheres, mas que estas foram consentidas e insinuou que poderia tratar-se de um complô instigado pelos Estados Unidos por causa das revelações de documentos secretos deste país feitas pelo Wikileaks.
Seu advogado na Suécia, Bjoern Hurtig, apontou nessa direção, e mostrou sua surpresa pela alocação “notificação vermelha” para o delito, assim como pela recusa da Promotoria que Assange fora interrogado desde uma embaixada no estrangeiro.
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