Sexta-feira, 15 de maio de 2026
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A morte do cineasta Mario Monicelli, que se suicidou na segunda-feira ao jogar-se da janela de um hospital em Roma, gerou discussões intensas na câmara dos deputados da Itália nesta quinta-feira (2/12), onde parlamentares realizavam uma homenagem ao “pai da comédia italiana “. Estavam sendo lidos elogios ao cineasta, quando a discussão passou a ficar intensa devido a declarações em defesa da eutanásia.

Walter Veltroni, ex-prefeito de Roma e ex-candidato a primeiro-ministro, deu início aos debates. Para ele, Monicelli era um “artista anti-retórico e coerente”, o que ficou comprovado em seu “último ato da vida”.

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“Mario viveu e não se deixou viver, assim como não se deixou morrer”, enfatizou Veltroni, referindo-se ao fato de o diretor cinematográfico ter preferido jogar-se do quinto andar do hospital onde estava internado com câncer terminal na próstata.

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Solidão

Aproveitando, a deputada radical Rita Bernardini ressaltou que a morte de Monicelli deveria fazer com que o parlamento “refletisse sobre o modo pelo qual algumas pessoas, que não conseguem seguir em frente, se veem obrigadas a deixar suas vidas, em vez de morrerem ao lado de seus entes queridos”. A parlamentar fez referência mais clara à eutanásia, que é proibida pela legislação italiana e que fez com que as discussões esquentassem.

Ao comentar o tema, a democrata-cristã Paola Binetti pediu o “fim dos avisos em favor da interrupção da vida, partindo do caso de homens desesperados, porque Monicelli havia sido deixado pela família e pelos amigos, e o seu gesto foi de enorme solidão, não de liberdade”.

Em outro momento, o presidente Giorgio Napolitano, que mais cedo visitou a câmara ardente com os restos mortais do diretor, considerou que “Monicelli se foi com uma última e forte manifestação de sua personalidade, uma vontade que devemos respeitar”.

Carreira

Mario Monicelli nasceu no dia 15 de maio de 1915, na cidade de Viarregio, na Itália. Iniciou a carreira como cineasta em 1934, quando dirigiu o curta-metragem Cuore Rivelatore (“Coração Revelador”). A partir de 1953, atuando na direção, tornou-se um mestre de um gênero de comédia, pontuando em seus filmes problemas da sociedade da época.

Ele dirigiu mais de 60 longas-metragens e escreveu mais de 80 roteiros. Entre outros, venceu o Leão de Ouro de 1959, a máxima premiação do Festival Internacional de Veneza, com seu filme A Grande Guerra.

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Suicídio de cineasta reaviva debate sobre a eutanásia na Itália

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