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O presidente do Escritório do Plebiscito do Sul do Sudão, Chan Reec Madut, afirmou neste sábado (08/01) que a insegurança em algumas áreas e as dificuldades de transporte representam os principais desafios da votação de domingo (09/01).

“Faltam meios de transporte, esse sempre foi o problema e continua sendo”, disse o juiz em entrevista à Agência Efe, na véspera da votação histórica no Sudão, que se prolongará por sete dias e que definirá o futuro do sul do país.

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Reprodução/Wikipedia

 

A área em azul votará sobre separação; verde é Darfur

Ao todo, 3,5 milhões de sudaneses originais do sul e residentes desta região desde 1956 estão convocados às urnas para decidir se seguem vinculados ao resto do país ou optam pela secessão. O plebiscito, cujo resultado mais provável seja a separação, segundo as pesquisas prévias, foi definido nos acordos de paz assinados em 2005 entre o norte e o sul, após duas décadas de guerra, que causou 2 milhões de mortos.

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Madut, o principal responsável pela votação no sul do Sudão, revelou que a falta de transporte será agravada pelas inundações que afetam algumas áreas. O juiz mostrou preocupação com as possíveis ações de um grupo rebelde ugandense, o Exército de Resistência do Senhor (LRA, na sigla em inglês), que atua na fronteira entre os dois países e se estende até território congolês. A isso se unem os “conflitos tribais que podem explodir pelo roubo de gado”, acrescentou.

Ele lamentou que os recursos aprovados para o funcionamento de seu escritório não foram desembolsados completamente a partir de Cartum, sede do governo central, que só há semanas aceita a possibilidade de que o sul e o norte se dividam.

“Dependemos do governo (autônomo) do Sul do Sudão e da comunidade internacional. Esse é um dos principais desafios que enfrentamos.”

O Escritório do Plebiscito do Sul do Sudão está ligado à Comissão do Plebiscito do Sul do Sudão. A primeira tem sede em Juba, a capital do sul do Sudão, e a segunda funciona em Cartum.

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Madut disse que espera que os resultados da votação, que deve ser encerrada em 15 de janeiro se não houver contratempos em alguma região, estarão prontos em meados de fevereiro, dentro do prazo oficial de 30 dias. O responsável do SSRB disse que as eleições parlamentares e presidenciais de abril foram úteis para encarar esta nova votação. “Aprendemos com os erros, e isso nos serviu”, afirmou.

A fiscalização do pleito ficará sob o controle de 17 mil observadores locais e 1,2 mil internacionais.

Uma pesquisa prévia organizada por uma agência semioficial indicou que a opção da separação é apoiada por 96% dos eleitores, enquanto 4% são favoráveis a manter unidade.

Se confirmado esse resultado, o sul do Sudão será a primeira nação a surgir na África desde a separação da Eritréia da Etiópia, em 1993, e o primeiro estado que nasce no século 21.

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Sudão: insegurança e transporte são os principais problemas em plebiscito

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