Sábado, 16 de maio de 2026
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O presidente do Chile, Sebastián Piñera, declarou hoje que acordou com a Bolívia em avançar em soluções “concretas, úteis e factíveis” na demanda histórica deste país por uma saída ao mar.

“Estamos conversando [com o governo boliviano] e temos uma disposição muito boa, isto tem que ser feito de modo a gerar confiança”, acrescentou o mandatário chileno em declarações à imprensa estrangeira.

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“Temos uma história que muitas vezes nos dividiu, mas temos um futuro que nos une”, atestou Piñera, após recordar que seu governo “assumiu a agenda de 13 pontos foi colocada em andamento durante o governo anterior”, de Michelle Bachelet, que entre eles trata da concessão territorial para permitir uma saída marítima à Bolívia.

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De acordo com o chefe do Executivo chileno, nos últimos meses a relação com a nação vizinha teve “avanços muito significativos”, como a habilitação do uso do porto de Iquique aos bolivianos para facilitar o comércio exterior do país de Evo Morales.

“Mais de 70% [do comércio boliviano] é feito através de portos chilenos em condições que promovem” e fazem com que o comércio possa se realizar de forma rápida e desenvolvida, sustentou o presidente do Chile. Ele destacou ainda que “acabamos de iniciar a reabilitação” da ferrovia que une o porto de Arica, no Chile, com La Paz.

Versão da imprensa

Porém, Piñera não comentou uma versão da imprensa local de que, antes de assumir a presidência, teria barrado a criação de um enclave boliviano em Tarapacá, proposta pelo governo anterior. O local, que não teria a soberania da Bolívia, localiza-se no sul de Camarones, ao cerca de 110 quilômetros do porto de Iquique.

Ontem, o jornal La Tercera divulgou que o presidente Piñera pretende firmar logo um acordo com a Bolívia para que este se torne um marco em sua administração assim que for resolvida a questão fronteiriça com o Peru, que tramita na Corte Internacional de Justiça, sediada em Haia, na Holanda.

Em 2008, Lima apresentou ao tribunal um pedido de uma nova delimitação marítima com Santiago do Chile, a partir de uma linha equidistante das costas dos territórios e não paralela sobre as águas do Pacífico, como é atualmente. O processo está previsto para encerrar em 2012.

O chanceler do Chile, Alfredo Moreno, expressou, no domingo, que qualquer solução à demanda da Bolívia não passa por dividir o território chileno nem em ceder a soberania do Chile sobre seus atuais territórios, possibilidades que estariam dentro da proposta da concessão à nação vizinha do enclave em Taparacá.

La Paz perdeu sua saída para o mar para Santiago do Chile durante a Guerra do Pacífico (1879-1883), na qual territórios de Lima também passaram a ser controlados pelos chilenos. 

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Solução para saída de Bolívia ao mar deve ser 'factível', defende Chile

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