Sob rebelião policial, Quito fica sem transporte, internet e comércio
Sob rebelião policial, Quito fica sem transporte, internet e comércio
Enquanto informações desencontradas sobre a situação no Equador chegam a todo momento e as forças armadas tentam restaurar a ordem pública após a decretação do estado de emergência, pessoas que moram no Equador contam como está o clima nas ruas do país.
A publicitária Brenda Vega, que mora e trabalha em Quito, conversou com o Opera Mundi por telefone e contou que serviços, comércio e transportes públicos estão fora de operação.
“Há três tipos de transportes em Quito – trólei, metrovia e ônibus – e nenhum deles está circulando. Um carro da empresa vai me levar pra casa. Mas o hospital onde Correa está fica perto de onde eu moro e estou vendo como vou fazer para voltar, porque as ruas das redondezas estão bloqueadas”.
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Segundo ela, o clima na capital do Equador é de tensão, mas não de histeria. Embora vários sites equatorianos na internet tenham saído do ar, os serviços de telefonia fixo e móvel estão normalizados, conta. A publicitária contou que bancos, lojas e shopping centers estão fechados, por receio de saques.
“Não há tanto pânico, é mais um susto porque todos temos famílias espalhadas pela cidade. Tem gente que mora fora de Quito, em bairros mais longe, e pegar ruas e estradas distantes sem transporte é difícil”, explica.
Segundo o jornalista Marc Saint Upery, que mora no Equador, os canais de TV privados pararam de transmitir e entraram com o mesmo sinal da emissora estatal, em tempo integral.
“Mas só estão entrevistando personalidades de terceiro escalão. Não é nada muito informativo, parece que nem sequer têm câmeras ao redor do hospital”. “Não se pode comprar nem água, porque está tudo fechado. Houve uma
corrida aos supermercados. Quando as pessoas começaram a chegar, já
encontraram as lojas com as portas semi-fechadas”, conta.
Corrida
Ainda de acordo com Saint Upery, o prefeito da cidade de Cuenca (a terceira maior cidade do país), Raúl Granda, aliado do governo Correa, afirmou que a situação já se normalizou na cidade e que os policiais já voltaram a trabalhar. Granda pediu também calma e diálogo. A situação, entretanto, não é tranquila na capital e em Guayaquil, no litoral, segundo Saint Upery.
No entanto, de acordo com a publicitária Brenda, apesar de não haver policiamento nas ruas de Quito, as únicas notícias de violência são de saques em supermercados, que fecharam as portas.
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